Vou governar até para petistas; verão que, com Bolsonaro, democracia está garantida, diz Flávio

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O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira, 14, que, se eleito, a “democracia estará garantida” e que governará para todos, incluindo apoiadores do PT, seu partido adversário.

“Vou governar até para petistas; eles verão que, com Bolsonaro, a democracia está garantida, o investimento para educação está garantido”, disse, durante comício em Porto Alegre (RS).

A declaração vem em um momento em que Flávio tenta captar o voto dos indecisos. Na semana passada, por exemplo, ele falou que, caso assuma a Presidência, não brigará mais com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Vou pacificar este País. Sou a única pessoa com condições para pacificar. Quando um não quer, dois não brigam. Estou de um lado e Lula está de outro. Quando eu assumir o governo, não vou querer brigar com ele, vou querer olhar para frente, vai acabar a confusão”, declarou em 8 de outubro.

No comício em Porto Alegre, Flávio voltou a afirmar que a eleição de um Congresso mais à direita favoreceria uma eventual gestão sua: “Os parlamentares vão nos ajudar a governar este País, de modo que, nos próximos 40 anos, o Brasil vai prosperar sem parar todos os anos seguidos”.

O senador prometeu criar o “Ministério da Prosperidade”, para ajudar jovens e mulheres a abrir empresas e se qualificar.

Flávio ainda comentou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que foi votada nesta manhã pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O presidenciável criticou a redação defendida pelo governo Lula e mencionou uma emenda apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), seu coordenador político, para incluir um trecho que reduziria a maioridade penal.

“A PEC que Lula mandou para o Congresso de Segurança Pública era para combater a polícia. E nós, no Congresso, a mudamos. Ela vai ser para proteger os cidadãos ordeiros e pessoas inocentes. E nossa bancada fez emenda. Sabe qual? Redução de maioridade para 16 anos”, declarou.

A emenda de Marinho pretende reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos como regra geral e para 14 anos em casos de crimes graves, como crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organização ou associação criminosa. A sugestão, no entanto, ainda precisará passar por análise dos senadores para ser incorporada à PEC.

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Estadão

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