Yasuo Fukuda, ex-primeiro-ministro do Japão e defensor de laços com a China, morre aos 90 anos

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O ex-primeiro-ministro do Japão Yasuo Fukuda, que governou o país por apenas um ano e passou os anos seguintes tentando construir laços mais sólidos com a China, faleceu aos 90 anos, informaram autoridades nesta segunda-feira, 26. A causa da morte não foi divulgada.

Yasuo Fukuda foi eleito para o Parlamento pela primeira vez em 1990, ocupando a cadeira que antes pertencia a seu pai, Takeo Fukuda. Em 2000, assumiu seu primeiro cargo ministerial como Secretário-Chefe de Gabinete – principal porta-voz do governo – sob a gestão do então primeiro-ministro Yoshiro Mori, conhecido por cometer gafes frequentes. Naquela época, Fukuda chegou a se autodenominar, em tom de brincadeira, o “secretário das explicações”.

Como parlamentar, Fukuda desempenhou diversas funções relacionadas a assuntos estrangeiros e consolidou sua reputação como especialista em diplomacia. Assim como seu pai, que também foi primeiro-ministro e trabalhou para fortalecer as relações entre Tóquio e Pequim, ele dava grande importância ao estreitamento de laços com países asiáticos.

Durante seu mandato como primeiro-ministro, entre 2007 e 2008, Fukuda estabeleceu relações estáveis com o líder chinês Hu Jintao. Seu governo durou apenas um ano, período no qual enfrentou dificuldades para administrar um Parlamento dividido, no qual seu partido, o Liberal Democrata, detinha a maioria em apenas uma das duas casas legislativas.

Após se aposentar, em 2012, Fukuda dedicou-se a melhorar as relações do Japão com a China, em um momento em que os laços entre os dois países estavam abalados por disputas territoriais envolvendo um grupo de ilhas desabitadas no Mar da China Oriental. Em 2014, Fukuda visitou a China para manter conversas com o presidente chinês, Xi Jinping, buscando um degelo nas relações, que se encontravam frias, e abrindo caminho para que o então primeiro-ministro Shinzo Abe visitasse a China para se encontrar com Xi.

Fukuda também liderava, com frequência, delegações políticas à China e a outros países asiáticos, além de participar de conferências internacionais. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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Estadão

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