Estudo explica como as Pirâmides de Gizé resistem há mais de 4,5 mil anos
Um novo estudo revelou por que as Pirâmides de Gizé conseguiram permanecer de pé por mais de 4.500 anos, mesmo após terremotos. A pesquisa mostra que o projeto da Grande Pirâmide de Khufu reúne características que aumentam sua resistência a abalos sísmicos.

Uma pesquisa publicada na revista científica Scientific Reports investigou os fatores que permitiram às Pirâmides de Gizé, no Egito, permanecerem preservadas por cerca de 4.500 anos. O estudo analisou principalmente a Grande Pirâmide de Khufu, a maior e mais antiga do complexo.
Os pesquisadores estudaram, entre outros eventos, o terremoto de magnitude estimada em 6,8 que atingiu a região de Gizé em 1847. Apesar da força do tremor, a estrutura principal da pirâmide permaneceu intacta, registrando apenas a queda de algumas pedras do revestimento superior.
A análise apontou que a pirâmide possui uma frequência natural de vibração diferente da do solo onde foi construída, o que reduz os efeitos dos terremotos. Além disso, sua fundação sobre uma base de calcário resistente, a distribuição do peso concentrada na parte inferior e o formato simétrico ajudam a dissipar as forças provocadas pelos abalos sísmicos.
Segundo o estudo, essas características mostram que a construção foi planejada para oferecer grande estabilidade estrutural, tornando a Grande Pirâmide um dos maiores exemplos de engenharia da Antiguidade e um modelo de preservação que continua despertando o interesse da ciência.
Com informações da CNN Brasil.
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