Exercícios físicos podem ser mais eficazes que relaxamento no tratamento do transtorno do pânico

Estudo aponta que atividades intensas ajudam pacientes a lidar melhor com sintomas e reduzem a gravidade das crises

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Foto: Banco de imagens

Um estudo conduzido pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP revelou que exercícios físicos podem ser mais eficazes do que técnicas de relaxamento no tratamento do transtorno do pânico. A pesquisa indica que atividades breves e intensas ajudam a reduzir a gravidade das crises ao expor o corpo a sensações semelhantes às vividas durante os episódios.

De acordo com o psiquiatra Alan Campos Luciano, os chamados exercícios interoceptivos fazem com que o paciente aprenda, na prática, que sintomas como aceleração cardíaca ou falta de ar não representam necessariamente perigo. Esse processo contribui para quebrar o ciclo de medo que caracteriza o transtorno.

Diferente das crises isoladas, o transtorno do pânico envolve episódios recorrentes sem gatilhos claros, além do medo constante de que novas crises aconteçam. Essa antecipação gera um ciclo de ansiedade que pode se intensificar com o tempo se não for tratado adequadamente.

O estudo sugere que atividades físicas, como subir escadas ou exercícios mais intensos, podem substituir ou complementar práticas realizadas em consultório, tornando o tratamento mais acessível. A ideia é que o paciente desenvolva uma resposta mais equilibrada às sensações do próprio corpo.

Especialistas reforçam que o acompanhamento profissional é fundamental. Sem tratamento adequado, o transtorno pode se tornar crônico. Por isso, a combinação de estratégias — incluindo exercícios, terapia e, em alguns casos, medicação — deve ser avaliada individualmente para cada paciente.

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