Exportação de carne de peru cresce e Paraná mantém destaque nacional

Boletim do Deral também aponta expectativa de safra recorde de amendoim no Brasil e cenário favorável para o milho safrinha

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O Paraná ampliou as exportações de carne de peru nos primeiros quatro meses de 2026 e segue entre os principais produtores do País. Os dados constam no Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. Entre janeiro e abril, o Brasil exportou 22,3 mil toneladas de carne de peru, movimentando US$ 90,8 milhões. O Paraná ficou na terceira colocação nacional, com 4.739 toneladas embarcadas e receita de US$ 22,6 milhões.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, as exportações paranaenses cresceram 6,9%. O preço médio da carne de peru in natura também apresentou forte valorização, chegando a US$ 4.059 por tonelada, alta de 77,6% em relação ao valor registrado no primeiro quadrimestre de 2025. Os principais destinos da carne de peru brasileira são México, Chile, África do Sul, Países Baixos, Peru, Guiné Equatorial, Gana, Benin, Gabão e Bahamas.

Outro destaque do boletim é a previsão de uma safra histórica de amendoim no Brasil. A estimativa para o ciclo 2025/2026 é de produção de 1,2 milhão de toneladas, o maior volume já registrado no país.

No Paraná, a expectativa é colher 5,6 mil toneladas. A região de Paranavaí lidera a produção estadual, concentrando mais da metade do volume previsto. Umuarama aparece na sequência, com cerca de 23% da área cultivada.

Segundo o Deral, após perder espaço para a soja na produção de óleo vegetal, o amendoim encontrou novos mercados e vem registrando crescimento constante nos últimos anos.

Já o milho da segunda safra segue com cenário positivo no Paraná. A área plantada permanece em 2,9 milhões de hectares, considerada a maior da história para o cereal no Estado.

Atualmente, 79% das lavouras apresentam boas condições de desenvolvimento, enquanto 14% estão em situação mediana e apenas 7% são consideradas ruins.

Apesar das temperaturas mais baixas e da sequência de dias nublados, a ausência de previsão de geadas para as próximas duas semanas mantém o otimismo dos produtores quanto ao potencial produtivo da safra.

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Redação Paiquerê FM News

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