Família denuncia desaparecimento de túmulo infantil em cemitério de Arapongas
Pais afirmam que restos mortais de bebê foram encontrados dias depois em ossário coletivo e entregues em saco plástico

Uma família de Arapongas denunciou o desaparecimento do túmulo de uma bebê de sete meses sepultada em 2020 no cemitério municipal da cidade. O caso veio à tona durante o sepultamento da outra filha do casal, uma criança de quatro anos, quando os pais foram informados de que o jazigo adquirido anteriormente não existia mais devido a um suposto recadastramento realizado pela administração do cemitério.
Segundo o advogado da família, Mauro Martins, além da surpresa com o desaparecimento do túmulo, o novo espaço oferecido inicialmente não comportava o caixão da criança, gerando revolta entre os familiares. Após ameaças de acionar a polícia e a imprensa, outro local foi disponibilizado para o enterro. A principal preocupação da família, no entanto, era localizar os restos mortais da bebê sepultada anos antes.
De acordo com a defesa, os restos mortais foram encontrados cinco dias depois em um ossário coletivo, sem identificação adequada, e entregues à família em um saco plástico junto com um vestido da criança. O caso levantou questionamentos sobre a gestão e o recadastramento dos jazigos no cemitério municipal. A Secretaria de Meio Ambiente de Arapongas informou que realizará uma reunião para apurar os procedimentos adotados pela administração do local.

