Fórum do Agronegócio coloca industrialização, sustentabilidade e novos mercados para o Paraná em foco

Evento em Londrina reuniu lideranças do setor e debateu agregação de valor, biocombustíveis, clima, rastreabilidade, veto da União Europeia e comunicação do agro

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Foto: Reprodução

A transformação de grãos e proteínas em produtos de maior valor agregado, o avanço dos biocombustíveis e a necessidade de ampliar mercados foram apontados como caminhos para uma nova etapa do agronegócio paranaense durante a 7ª edição do Fórum do Agronegócio, realizada nesta quinta-feira (3), no Parque Ney Braga, em Londrina.

Promovido pela Sociedade Rural do Paraná, o evento reuniu produtores rurais, empresários, pesquisadores, lideranças do setor e representantes do poder público para discutir os principais desafios do agro no Brasil e no Paraná. A edição de 2026 teve como conceito “O agro que produz, conecta e inspira” e integrou as comemorações dos 80 anos da SRP.

A equipe da Paiquerê FM 98.9 acompanhou o fórum e trouxe as principais informações para ouvintes e leitores, com cobertura dos painéis, debates e entrevistas com lideranças do agronegócio.

Em entrevista à Paiquerê FM 98.9, o presidente da Sociedade Rural do Paraná, Ilson Romanelli, afirmou que o fórum consolida Londrina como espaço de debate nacional sobre o setor. “Não é só em nível municipal, não é só estadual, é nacional. Isso é muito importante para a cadeia produtiva, porque os temas são realmente relevantes para o setor”, destacou.

Romanelli explicou que a programação foi construída para tratar de assuntos que fazem parte da rotina dos produtores rurais e que influenciam diretamente as decisões no campo. Entre os temas citados por ele estão mercado, sustentabilidade, rastreabilidade, clima, meio ambiente, efeito do El Niño e o veto da União Europeia à carne brasileira. “São assuntos muito importantes, muito relevantes em nível nacional, não apenas para o Paraná. São temas que fazem parte do dia a dia do produtor”, afirmou.

O presidente também ressaltou que a missão da Sociedade Rural é fomentar o agronegócio, apoiar o produtor rural e promover debates que ajudem o setor a se preparar para o futuro. Ele citou, como exemplo, as decisões que o agricultor precisa tomar antes do plantio, considerando tecnologia, escolha de cultivares, comportamento do mercado e impactos climáticos. “O produtor, quando participa desse tipo de discussão mais ampla, está olhando para o futuro”, disse.

Para Romanelli, os painéis e debates permitem que os participantes levem novas reflexões para dentro das propriedades. “Como os temas são muito relevantes no dia a dia do agricultor e do produtor, com certeza ele vai levar isso para a propriedade e refletir”, completou.

Industrialização para agregar valor

Um dos principais pontos levantados no fórum foi a necessidade de o Paraná avançar para além da produção e exportação de matérias-primas. A industrialização de alimentos foi apresentada como alternativa para manter no Estado uma parcela maior da riqueza gerada pelo agronegócio.

Durante o encontro, o governador Carlos Massa Ratinho Junior defendeu esse modelo de desenvolvimento. “Nós saímos do extrativismo agrícola, que é um grande erro do Brasil, e passamos a fazer disso uma grande indústria do agronegócio, que é o que deixa dinheiro aqui, vendendo os nossos produtos com cinco vezes mais valor do que vendendo a soja e o milho dentro do navio”, afirmou.

Além da industrialização, temas como infraestrutura, logística, pesquisa, inovação, sustentabilidade, segurança jurídica, crédito, acesso a novos mercados e transição energética também estiveram entre os assuntos debatidos.

Brasil como potência do agro

A programação começou com o painel “O Brasil como potência do agro: o que define os próximos anos”. O debate colocou em pauta o cenário geopolítico, a segurança alimentar, o mercado internacional, a representatividade política e as oportunidades para o país.

A discussão também aproximou esse cenário da realidade paranaense, abordando o papel do Paraná dentro da força do agronegócio brasileiro e os caminhos para ampliar competitividade, agregação de valor e oportunidades para produtores e empresas do Estado.

Rastreabilidade, clima e sustentabilidade

Outro eixo de discussão foi a rastreabilidade nas cadeias agroalimentares, tema cada vez mais presente nas relações comerciais. A pauta envolve a necessidade de comprovar origem, processos produtivos, segurança e transparência, especialmente diante das exigências de consumidores, parceiros comerciais e mercados internacionais.

O fórum também debateu clima, carbono e sustentabilidade, reunindo diferentes perspectivas sobre inteligência climática, pesquisa, eficiência produtiva, produção de menor impacto e oportunidades ligadas à agenda ambiental.

Comunicação do agro

A relação entre campo e sociedade também teve espaço na programação. O painel “Comunicação: quem conta a história do agro?” propôs uma reflexão sobre reputação, diálogo e a distância entre a realidade da produção rural e a percepção de parte da população.

A proposta foi reforçar que produzir, investir em tecnologia, avançar em sustentabilidade e agregar valor são passos fundamentais, mas que o setor também precisa comunicar melhor suas práticas e construir mais conexão com a sociedade.

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Redação Paiquerê FM News

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