Grave: Ex-executiva brasileira processa império de MrBeast por assédio e retaliação
A influenciadora e ex-executiva brasileira Lorrayne Mavromatis protocolou uma ação judicial contra a Beast Industries, empresa do youtuber Jimmy Donaldson (MrBeast), nos Estados Unidos. Lorrayne alega ter sofrido assédio sexual, moral e discriminação de gênero durante os anos em que trabalhou na companhia. Entre as denúncias mais chocantes, ela afirma ter sido obrigada a trabalhar de sua cama de hospital durante o parto e demitida poucas semanas após retornar da licença-maternidade. A empresa nega as acusações, classificando-as como falsas

O caso envolvendo a brasileira Lorrayne Mavromatis e o maior youtuber do mundo, MrBeast, ganhou contornos dramáticos com a divulgação de detalhes do processo protocolado nesta quarta-feira (22/04/2026) na Carolina do Norte. Lorrayne, que ocupava um cargo de alto escalão como gerente de estratégia, descreve um ambiente de trabalho “extremamente hostil” para mulheres. Segundo o relato, ela era frequentemente silenciada em reuniões e humilhada publicamente. Um dos episódios citados envolve o CEO da época, James Warren, que teria realizado reuniões individuais com ela em salas mal iluminadas e feito comentários inapropriados sobre o comportamento de Donaldson perto de mulheres bonitas.
A denúncia vai além do assédio moral e sexual, atingindo questões de direitos trabalhistas fundamentais. Lorrayne afirma que, sob a pressão da “Beast Bible” (o guia de conduta da empresa que prioriza resultados acima de tudo), ela teve que participar de reuniões e coordenar equipes enquanto estava em trabalho de parto no hospital. Mesmo após o nascimento do filho, a pressão continuou: ela relata ter viajado ao Brasil para uma gravação com o jogador Neymar apenas duas semanas após dar à luz, por medo de perder o emprego. Pouco tempo depois de retornar formalmente às suas funções, ela foi demitida.
Em resposta, um porta-voz da Beast Industries negou veementemente todas as acusações. A empresa classificou o processo como uma tentativa de ganhar visibilidade (“clout-chasing”) e afirmou possuir registros de mensagens e documentos que refutam as alegações de Lorrayne, alegando que a demissão ocorreu devido a uma reestruturação interna no setor de e-commerce. O caso agora segue para a Justiça Federal americana, apoiado pelo fundo de defesa legal TIME’S UP, e promete ser um marco na discussão sobre a cultura de trabalho tóxica nos bastidores dos grandes impérios de criação de conteúdo.

