Grupos táticos garantem resposta rápida e controle no sistema prisional do Paraná
SOE e SOT formam a linha de frente da Polícia Penal em situações de alto risco, unindo estratégia, inteligência e atuação especializada para preservar vidas e manter a ordem nas unidades prisionais

Equipes policiais especializadas são fundamentais para a segurança pública, sobretudo em cenários que exigem preparo técnico, disciplina e atuação precisa. No sistema prisional, esse papel é ainda mais delicado: agir com rapidez, controle e eficiência para manter a ordem e evitar crises.
No Paraná, essa missão é conduzida por dois núcleos táticos da Polícia Penal do Paraná: o Setor de Operações Especiais (SOE) e o Setor de Operações Táticas (SOT). Juntas, as equipes compõem a estrutura de pronta resposta do Estado para prevenir, conter e enfrentar situações críticas dentro e fora das unidades prisionais.
De acordo com o chefe da Divisão de Operações de Segurança da corporação, Sidnei Chan, os dois grupos têm função estratégica permanente. Eles atuam tanto na rotina quanto em emergências, fortalecendo a segurança institucional, a credibilidade do sistema e a capacidade de reação do Estado diante de ocorrências de alto risco.
Além das intervenções imediatas, SOE e SOT participam de operações planejadas, ações de inteligência e missões de elevada complexidade, oferecendo suporte direto às unidades prisionais. Esse trabalho integrado reduz a chance de crises, neutraliza ameaças em estágio inicial e garante maior estabilidade operacional.
Para o diretor de segurança da Polícia Penal, Marcos De Paula, a presença desses grupos transmite segurança aos servidores e demonstra aos custodiados que o Estado dispõe de meios eficazes de controle. O resultado é um ambiente mais previsível, organizado e seguro para o funcionamento das rotinas penitenciárias.
As atribuições são complementares. O SOE é acionado principalmente em crises graves, como motins, rebeliões, revistas gerais e transferências de alto risco. Já o SOT atua no dia a dia, realizando escoltas, vigilância armada, revistas estruturais e reforço interno e externo das unidades. Como primeiro interventor, o SOT isola e controla a situação inicial até que o SOE seja mobilizado, se necessário.
A atuação dos grupos também envolve integração constante com outros setores da Polícia Penal e cooperação com a Polícia Militar e a Polícia Civil em ações conjuntas. Essa articulação, segundo a direção da corporação, segue planejamento alinhado às diretrizes da segurança pública estadual, ampliando a eficiência e evitando sobreposição de esforços.
Outro pilar essencial é a inteligência penitenciária, responsável por mapear riscos, antecipar movimentos criminosos e apontar vulnerabilidades. As informações produzidas orientam cada operação, garantindo maior precisão, redução de riscos aos agentes e mais eficácia nas intervenções.
Para ingressar no SOE ou no SOT, os policiais passam por rigoroso processo seletivo, que avalia preparo físico, técnico e emocional. Após a formação intensiva, os integrantes seguem em capacitação contínua, assegurando atualização constante diante de novas ameaças e cenários críticos.
Essa estrutura especializada acompanha a expansão do sistema prisional paranaense, que hoje administra mais de 42 mil pessoas privadas de liberdade em unidades físicas e cerca de 18 mil em monitoração eletrônica, ao mesmo tempo em que amplia vagas e moderniza instalações em todo o Estado.

