Homem que fugiu após atropelar motociclista presta depoimento; polícia investiga tentativa de ocultar provas
Imagens de câmeras de segurança mostram que o carro passou por cima do corpo da vítima após o impacto e, em seguida, o motorista fugiu sem parar para prestar socorro

O condutor do carro suspeito de atingir a traseira da motocicleta conduzida por Nayara de Melo, de 33 anos, foi localizado no fim da manhã de segunda-feira (26), em uma propriedade rural na região de Arapongas, no norte do Paraná. O veículo, uma Parati, também foi encontrado no local. De acordo com o delegado Edgar Soriani, responsável pelo caso, o homem negou que estivesse em alta velocidade e afirmou não ter consumido bebida alcoólica. No entanto, imagens de câmeras de segurança mostram que o carro passou por cima do corpo da vítima após o impacto e, em seguida, o motorista fugiu sem parar para prestar socorro.
Nayara voltava do trabalho de motocicleta na madrugada de domingo (25) quando foi atingida na parte traseira do veículo, no trecho urbano da BR-369 (Avenida Tiradentes), na zona oeste de Londrina. Com a batida, ela foi arremessada por vários metros. Segundo a Polícia Civil, o motorista não permaneceu no local do acidente. Uma força-tarefa envolvendo a Polícia Civil, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Guarda Municipal foi montada para localizar o suspeito, que é morador de Arapongas. No sítio onde ele foi encontrado, havia duas pessoas, que prestaram depoimento. A polícia confirmou que uma delas era quem dirigia o carro envolvido no acidente.
Segundo o delegado, o suspeito confessou que esteve em Londrina no dia do ocorrido, mas não deu muitos detalhes. Ele alegou que fugiu por medo de retaliações. Ainda conforme a investigação, há indícios de que o veículo estava sendo reparado no local, o que levanta a suspeita de tentativa de descaracterização do carro envolvido no acidente. “O que se observa é um completo descaso pela vida humana, já que ele fugiu sem prestar qualquer tipo de ajuda à vítima”, afirmou o delegado Edgar Soriani.
Responsabilização
O motorista deve responder inicialmente por homicídio culposo no trânsito. Além disso, ele poderá ser responsabilizado pela fuga do local do acidente e pela tentativa de alteração do veículo. Apesar das acusações, o homem vai responder em liberdade até a conclusão do inquérito policial, que tem prazo de 30 dias para ser finalizado. Nayara de Melo Sampar chegou a ser socorrida após o acidente, mas morreu dentro da ambulância. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que agora analisa imagens, depoimentos e laudos para esclarecer todas as circunstâncias do atropelamento.

