Humanidade extinta em 2026? Entenda a teoria que assusta cientistas

A ideia de que a humanidade poderia entrar em colapso em 2026 não vem de profecias, mas de matemática, crescimento populacional e riscos globais. A teoria ganhou força ao ser associada ao Relógio do Juízo Final e a estudos sobre pressão social, ambiental e tecnológica

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A possibilidade de a humanidade enfrentar um colapso por volta de 2026 voltou a circular nas redes sociais e em debates científicos, mas é importante deixar claro: não se trata de uma profecia apocalíptica, e sim de um alerta baseado em modelos matemáticos, crescimento populacional e riscos globais acumulados.

A discussão tem relação direta com o Relógio do Juízo Final, criado em 1947 pelo Bulletin of the Atomic Scientists, grupo formado por cientistas que atuaram no Projeto Manhattan. O relógio simboliza o quão perto a humanidade estaria de uma catástrofe global, considerando fatores como guerra nuclear, crise climática, desinformação e, mais recentemente, inteligência artificial. Em 2023, os ponteiros chegaram a apenas 90 segundos da meia-noite — o ponto mais próximo já registrado.

Mas a associação direta com o ano de 2026 vem de um estudo bem mais antigo. Nos anos 1960, o físico Heinz von Foerster analisou o crescimento exponencial da população mundial e sugeriu que, se as tendências continuassem sem mudanças estruturais, a humanidade poderia enfrentar um colapso sistêmico por volta dessa data. A hipótese não previa um evento súbito, como um meteoro ou guerra imediata, mas sim um “aperto progressivo” nos sistemas sociais, urbanos e ambientais.

À época, o mundo tinha cerca de 3 bilhões de habitantes. Hoje, já ultrapassa os 8 bilhões. Projeções da ONU indicam que a população global pode se aproximar de 10 bilhões até 2050, com mais de 60% das pessoas vivendo em áreas urbanas. Isso significa pressão crescente sobre moradia, transporte, saneamento, energia, água e alimentos.

Outro ponto central da teoria é o uso do solo. Cerca de 40% das terras do planeta já são destinadas à agropecuária, grande parte voltada à produção de ração e criação de animais. Com mais pessoas consumindo, a disputa por espaço, água e recursos naturais se intensifica, aumentando o desmatamento, a perda de biodiversidade e os efeitos das mudanças climáticas.

O Relógio do Juízo Final entra nessa equação como um termômetro de risco. Guerras, crise climática e tecnologias mal reguladas tendem a se reforçar mutuamente: o clima extremo gera escassez, a escassez alimenta conflitos, e os conflitos desviam recursos que poderiam ser usados para adaptação e prevenção.

Apesar do tom alarmante, cientistas reforçam que 2026 não deve ser interpretado como “o ano do fim”. A data funciona como símbolo de alerta. A própria matemática que aponta o risco também mostra que, ao mudar as variáveis, o resultado muda. Investimentos em energia limpa, planejamento urbano eficiente, produção de alimentos mais sustentável, redução de desperdícios, diplomacia internacional e educação são capazes de desacelerar essa curva.

Em resumo, a teoria não afirma que a humanidade vai acabar em 2026, mas lembra que os sistemas que sustentam a vida em sociedade estão sob pressão crescente. O futuro não está escrito: ele depende das escolhas coletivas feitas agora.

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