IBGE revela os nomes e sobrenomes mais comuns do Brasil

Levantamento do IBGE com base no Censo 2022 mostra que “Silva” segue como sobrenome mais comum do país, enquanto “Maria” e “José” continuam liderando entre os nomes próprios

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Reprodução

O IBGE divulgou um novo levantamento com os nomes e sobrenomes mais comuns do Brasil, com base nos dados do Censo Demográfico de 2022. Pela primeira vez, o estudo inclui também os sobrenomes, ampliando a visão sobre a identidade cultural dos brasileiros.

A pesquisa analisou mais de 200 mil sobrenomes e 140 mil nomes próprios, revelando padrões que atravessam gerações e refletem a história do país.

“Silva” segue dominante

Entre os sobrenomes, o destaque absoluto continua sendo Silva, presente em mais de 34 milhões de brasileiros, o equivalente a cerca de 16,7% da população.

Na sequência aparecem:

  • Santos

  • Oliveira

  • Souza

  • Pereira

  • Ferreira

  • Lima

  • Alves

  • Rodrigues

  • Costa

Todos com forte origem portuguesa, esses nomes permanecem entre os mais registrados em todo o território nacional.

Maria e José continuam no topo

Entre os nomes próprios, a tradição também se mantém. Maria lidera entre as mulheres, com cerca de 12,2 milhões de registros, enquanto José ocupa o primeiro lugar entre os homens, com aproximadamente 5,1 milhões.

Na lista feminina, aparecem ainda nomes como Ana, Francisca, Júlia, Antônia, Juliana, Adriana, Fernanda, Márcia e Patrícia.

Já entre os homens, depois de José, destacam-se João, Antônio, Francisco, Pedro, Carlos, Lucas, Luiz, Paulo e Gabriel.

Tradição e novas tendências

De acordo com o IBGE, os dados mostram a forte influência da cultura portuguesa e da tradição religiosa, especialmente nos nomes mais clássicos.

Ao mesmo tempo, o estudo aponta uma tendência crescente: o aumento de nomes únicos, utilizados apenas uma vez em todo o país. Isso indica que muitas famílias estão buscando mais originalidade na hora de nomear os filhos.

Um retrato do Brasil

Mais do que uma lista de nomes, o levantamento funciona como um retrato da formação cultural do país. Ele mostra como diferentes influências — portuguesas, europeias, indígenas e religiosas — ajudaram a moldar a identidade brasileira.

No fim das contas, o Brasil continua sendo, em grande parte, um país de “Silvas”, “Marias” e “Josés”, mas cada vez mais aberto à diversidade e à criatividade na construção de novas histórias.

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