Investigações indicam crime premeditado e que vítima não conhecia autor de homicídio em academia de Londrina

As investigações indicam que, mesmo após o fim do relacionamento, o suspeito teria passado a observar a rotina da vítima, identificando os locais que ela frequentava.

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Foto: Reprodução / Redes Sociais

As investigações da Polícia Civil apontam que o homicídio ocorrido em uma academia na zona oeste de Londrina, na última segunda-feira (5), foi premeditado e que a vítima não conhecia pessoalmente o autor do crime. A informação foi confirmada pelo delegado Magno Miranda, responsável pelo inquérito, que está em fase final de conclusão. A vítima, David Schmidt, de 37 anos, foi morta a facadas durante o horário de funcionamento do estabelecimento. O suspeito é Lucas Wancler Ferreira dos Santos, de 30 anos, que está preso e já prestou depoimento à polícia. Segundo a Polícia Civil, a autoria e a materialidade do crime estão comprovadas.

De acordo com o delegado, a motivação do crime está relacionada a um breve relacionamento que a esposa do autor teria mantido com a vítima cerca de três a quatro meses antes do homicídio. A mulher, que foi ouvida pela polícia, relatou que o envolvimento foi passageiro e que o marido tinha conhecimento do fato na época. Atualmente, embora ainda sejam casados, o casal está separado de corpos, e o autor estaria morando com a mãe. As investigações indicam que, mesmo após o fim do relacionamento, o suspeito teria passado a observar a rotina da vítima, identificando os locais que ela frequentava.

Segundo a Polícia Civil, o autor aguardou do lado de fora da academia até o momento em que David se dirigia ao veículo, quando ocorreu o ataque. Conforme apurado, a vítima não tinha conhecimento prévio da identidade do agressor.  O delegado destacou que os elementos reunidos demonstram a premeditação do crime, uma vez que o suspeito aguardou a vítima no local e no momento exatos. Durante o interrogatório, o investigado afirmou fazer uso de medicamentos psiquiátricos, como lítio e sertralina, além de mencionar outro fármaco cujo nome não soube informar. As declarações foram registradas e serão analisadas no curso do inquérito. O inquérito policial deve ser concluído dentro do prazo legal de dez dias, já que o autor está preso, e será encaminhado ao Ministério Público para as providências cabíveis.

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Redação Paiquerê FM News

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