Irã afirma ter atacado infraestrutura ligada à Amazon após sequência de ataques americanos

Guarda Revolucionária diz que ação faz parte de nova rodada de bombardeios; Bahrein ainda não confirmou oficialmente o alvo

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Foto: Reprodução

O Irã anunciou, nesta terça-feira, que atacou infraestruturas ligadas a empresas norte-americanas no Bahrein, país do Oriente Médio localizado entre o Catar e a Arábia Saudita. Segundo a Guarda Revolucionária iraniana, os alvos fariam parte de uma nova rodada de bombardeios realizados em meio à escalada do conflito na região.

Entre as estruturas citadas estaria uma instalação ligada à Amazon no Bahrein. Até o momento, no entanto, não houve confirmação oficial do governo bareinita, e as informações divulgadas pelo Irã ainda não puderam ser verificadas de forma independente.

O Bahrein é considerado um ponto estratégico no Golfo Pérsico e vive sob forte influência geopolítica de diferentes potências. A Arábia Saudita exerce grande peso econômico e político sobre o país, que é conectado ao território saudita pela rodovia King Fahd Causeway. Os Estados Unidos também têm presença militar importante no Bahrein, onde fica a sede da Quinta Frota da Marinha norte-americana. Já o Irã mantém influência cultural e religiosa sobre parte da população, de maioria xiita, o que alimenta tensões políticas frequentes.

Segundo informações atribuídas à Guarda Revolucionária, os ataques teriam como objetivo atingir estruturas ligadas aos Estados Unidos e seus aliados na região. Não é a primeira vez que bombardeios retaliatórios são associados a instalações de empresas norte-americanas no Oriente Médio. Em episódios anteriores, centros de dados da Amazon nos Emirados Árabes Unidos e no próprio Bahrein também teriam sido afetados.

De acordo com análises internacionais, há suspeitas de que o Irã esteja mirando esse tipo de infraestrutura de forma deliberada. Ataques contra centros de dados e estruturas digitais podem gerar prejuízos a empresas dos Estados Unidos e aos países aliados que abrigam essas instalações, além de provocar instabilidade em serviços tecnológicos e operações comerciais.

A Guarda Revolucionária também afirmou ter destruído mísseis do sistema Patriot, de fabricação norte-americana, em pontos do Oriente Médio. Por outro lado, o Bahrein informou que interceptou e destruiu diversos projéteis iranianos lançados contra seu território.

A Jordânia também afirmou ter interceptado drones iranianos, enquanto a tensão se espalha por diferentes países da região. A nova fase do conflito ocorre após dias consecutivos de ataques dos Estados Unidos contra alvos no Irã e de respostas iranianas contra bases e estruturas ligadas a aliados norte-americanos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã pagará “muitas vezes mais” caso militares norte-americanos sejam mortos no conflito. Em publicação nas redes sociais, Trump disse que a orientação já foi repassada aos comandantes das Forças Armadas.

A declaração ocorre em meio ao aumento das baixas entre militares dos Estados Unidos. No fim de semana, o número de soldados norte-americanos mortos no conflito chegou a 17. Cerca de 430 também ficaram feridos, segundo informações divulgadas pelas autoridades.

Do lado iraniano, o Ministério da Saúde informou que, até sábado, ao menos 50 pessoas morreram e mais de 500 ficaram feridas em ataques recentes dos Estados Unidos. Entre as vítimas estariam integrantes da Guarda Revolucionária e civis, incluindo mulheres e crianças.

Os Estados Unidos também assumiram a autoria de um bombardeio contra a usina nuclear de Darkhovin, em construção no sudoeste do Irã. Áreas próximas à cidade portuária de Bushehr, onde fica a única usina nuclear civil iraniana, também foram atingidas.

A escalada chegou ainda ao Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo. Uma embarcação que navegava a cerca de 15 quilômetros da costa de Omã foi atingida por um projétil, pegou fogo e precisou ser abandonada pela tripulação.

Em outra frente da crise, Trump afirmou que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não será preso enquanto estiver em território norte-americano. A declaração foi feita após o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, dizer que avalia tentar prender o premiê israelense durante a próxima Assembleia Geral da ONU.

Enquanto isso, mediadores internacionais tentam negociar um cessar-fogo de dez dias entre Irã e Estados Unidos, com o objetivo de retomar conversas diplomáticas. O governo iraniano também ameaçou reagir caso haja tentativa de tomada da ilha de Kharg, considerada estratégica para a indústria petrolífera do país.

A tensão regional também envolve os rebeldes houthis do Iêmen, aliados do Irã, que anunciaram um bloqueio naval contra a Arábia Saudita. A medida amplia ainda mais o risco de instabilidade no Oriente Médio.

Na economia, o petróleo segue pressionado pela guerra. O barril do tipo Brent é negociado na faixa dos 88 dólares, com alta de cerca de 1%, refletindo a preocupação do mercado com os impactos do conflito sobre a produção e o transporte de energia.

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Texto: Rafael Guerra sob a supervisão dos jornalistas da Paiquerê FM 98.9

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Redação Paiquerê FM News

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