Irã ameaça atacar bases dos EUA após Israel desafiar Trump e bombardear no Líbano
Declaração aumenta a tensão no Oriente Médio após ataque israelense em Beirute e troca de acusações sobre o cessar-fogo na região

O governo do Irã elevou o tom das ameaças neste domingo (7) ao afirmar que pode atacar bases militares dos Estados Unidos e alvos ligados a Israel no Oriente Médio. A declaração ocorre após um novo bombardeio realizado por Israel em Beirute, capital do Líbano. Segundo autoridades israelenses, o ataque teve como alvo integrantes do Hezbollah que estariam planejando ações contra Israel. A ofensiva atingiu um subúrbio da capital libanesa e gerou forte reação do governo iraniano, aliado do grupo extremista.
A ameaça foi feita por Mohammad Qalibaf, presidente do Parlamento do Irã e um dos principais negociadores iranianos nas conversas com os Estados Unidos. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que as 19 bases militares norte-americanas espalhadas pelo Oriente Médio voltam a ser consideradas “alvos legítimos”, além de instalações e interesses israelenses na região.
A nova escalada acontece em meio a divergências sobre os termos de um cessar-fogo envolvendo Israel, Hezbollah e países da região. Enquanto Irã e mediadores internacionais defendem que o acordo também contempla o território libanês, Israel e Estados Unidos sustentam uma interpretação diferente sobre a abrangência da trégua.
O episódio também aumentou a tensão diplomática entre Washington e Tel Aviv. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou os recentes ataques israelenses no Líbano e demonstrou insatisfação com a postura do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Segundo Trump, os bombardeios colocam em risco os esforços para manter a estabilidade na região. O conflito entre Israel e Hezbollah segue sendo um dos principais focos de instabilidade no Oriente Médio, com risco de ampliação das hostilidades envolvendo outros países da região.

