Justiça adia julgamento de Oruam por tentativa de homicídio contra policiais

O rapper Oruam, que atualmente é considerado foragido da Justiça, teve seu julgamento adiado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para o dia 30 de março. O artista é acusado de dupla tentativa de homicídio qualificado após arremessar pedras contra policiais civis durante uma operação em sua mansão no Joá, em julho de 2025. O adiamento ocorreu devido à ausência de uma das vítimas, o delegado Moysés Satana Gomes

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Reprodução: Instagram

O imbróglio jurídico envolvendo o rapper Oruam ganhou um novo desdobramento nesta segunda-feira (23). O cantor, cujo nome de batismo é Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, deveria ter comparecido ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para enfrentar as acusações de tentativa de homicídio, mas a audiência foi remarcada para o fim de março.

A decisão de adiar o julgamento foi motivada pela ausência do delegado Moysés Satana Gomes, uma das vítimas arroladas no processo. Oruam está com a prisão preventiva decretada e é considerado foragido após ter seu pedido de habeas corpus revogado pelas autoridades.

O caso na mansão do Joá

As acusações remontam a um episódio ocorrido em julho de 2025, na residência do artista localizada no Joá, Zona Oeste do Rio. Segundo a denúncia do Ministério Público:

  • Agentes da Polícia Civil foram ao imóvel cumprir um mandado de busca e apreensão contra um adolescente suspeito de tráfico.

  • Oruam e outros três indivíduos teriam subido em uma sacada de cinco metros de altura.

  • De lá, teriam arremessado pedras pesadas contra os policiais e as viaturas estacionadas.

Situação do artista

A defesa do rapper já declarou anteriormente que ele não pretende se entregar, o que intensifica o monitoramento das autoridades. O caso tem gerado grande repercussão, especialmente após falhas na vigilância do cantor terem sido descobertas, incluindo avisos ignorados e shows realizados para pessoas próximas ao seu círculo social mesmo sob risco de prisão.

Com a nova data marcada para 30 de março, a expectativa da Justiça é que todas as partes, incluindo as vítimas e testemunhas, estejam presentes para dar prosseguimento ao processo que pode resultar em uma condenação severa para o músico.

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