Justiça reabre o caso Evandro, morto em ritual de magia negra no PR
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A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná, por três votos a dois, acatou a reabertura do Caso Evandro. O pedido de revisão criminal foi feito pela defesa dois réus Davi dos Santos e Osvaldo Marcineiro com base de áudios, que indicam que a confissão dos acusados foi arrancada sob tortura. A previsão é de que o julgamento seja retomado a partir do dia 14 de setembro pela Justiça do Paraná.

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Evandro Caetano, de 6 anos, desapareceu em abril de 1992, em Guaratuba, no litoral do Paraná – a caminho da escola – localizada a 150 m de sua casa. Cinco dias depois, o corpo da vítima foi encontrado com mutilações e sem as vísceras e órgão internos – o que levantou indícios do crime ter sido cometido para um ritual de magia negra.

Celina Abbage, então primeira-dama da cidade, sua filha Beatriz Abbage e outras cinco pessoas ficaram conhecidas como “Bruxas de Guaratuba”. O julgamento de Celina e Beatriz, em 1998, durou 34 dias e é o mais longo da história da Justiça brasileira. No veredicto elas foram consideradas inocentes, mas o júri foi anulado um ano depois.