Justiça suspende votação de projeto que prevê refinanciamento de dívidas de Apucarana

Decisão liminar aponta possíveis falhas na tramitação da proposta, que permite parcelamento de débitos federais em até 30 anos

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Foto: Divulgação/Prefeitura de Apucarana

A Justiça determinou a suspensão da votação do Projeto de Lei nº 145/2026, que trata da adesão de Apucarana a um programa federal de refinanciamento de dívidas. A decisão liminar foi proferida na tarde desta quinta-feira (27) pelo juiz Norton Thomé Zardo, da 1ª Vara da Fazenda Pública.

A medida foi tomada após uma Ação Popular apresentada pelo vereador Lucas Leugi (PSD) contra o Município de Apucarana e a presidência da Câmara Municipal. O projeto estava previsto para ser analisado nesta sexta-feira (28), durante duas sessões extraordinárias.

Encaminhada pelo Executivo, a proposta prevê a adesão do município a um programa que possibilita o parcelamento de dívidas federais em até 360 meses, o equivalente a 30 anos.

Na decisão, o magistrado apontou possíveis irregularidades na tramitação do projeto. Entre os pontos levantados estão a ausência de uma estimativa sobre o impacto financeiro da medida no longo prazo e a falta de simulações envolvendo diferentes alternativas de encargos para o refinanciamento.

A Justiça também questionou a análise realizada pela Comissão de Finanças, Economia e Orçamento da Câmara. Conforme consta no processo, não teria ocorrido uma deliberação coletiva do colegiado, sendo apresentado apenas o voto individual do relator.

Diante dos questionamentos, o juiz determinou a suspensão imediata da discussão e da votação do projeto. A liminar, porém, não impede que a proposta continue tramitando posteriormente.

Para que o projeto possa voltar à pauta, deverão ser apresentados os estudos de impacto financeiro e regularizado o parecer da comissão responsável pela análise da matéria. A Prefeitura deverá providenciar a documentação relacionada aos efeitos econômicos do refinanciamento.

O prazo previsto na legislação federal para que Apucarana possa aderir ao programa termina em 9 de setembro de 2026.

A Procuradoria Jurídica da Câmara informou que, até o momento, não havia recebido oficialmente a decisão judicial. O presidente da Casa, Danylo Acioli, afirmou que tomou conhecimento da liminar de forma extraoficial e que a votação não será realizada enquanto houver determinação judicial impedindo a apreciação do projeto.

Segundo Acioli, a proposta poderá ser novamente colocada em votação depois que forem apresentados o estudo de impacto econômico e o parecer formal da comissão competente, desde que não exista outra determinação judicial em sentido contrário.

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Redação Paiquerê FM News

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