Lagostas são imortais? A ciência explica o mito

Apesar da fama de “imortais”, as lagostas não vivem para sempre. Elas têm um envelhecimento diferente de outros animais, mas acabam morrendo por fatores como exaustão, doenças ou predadores

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Reprodução: Wikipédia

A ideia de que as lagostas são imortais ganhou força na internet, mas a realidade é um pouco diferente. Esses animais realmente apresentam características únicas, especialmente quando o assunto é envelhecimento — mas isso não significa que vivem para sempre.

Ao contrário dos humanos, as lagostas não mostram sinais típicos de envelhecimento. Elas continuam crescendo ao longo da vida, se alimentando normalmente e até se reproduzindo mesmo em idade avançada. Esse fenômeno é chamado de crescimento indeterminado.

Um dos fatores que explica essa “longevidade” está no funcionamento das células. As lagostas possuem uma atividade contínua de uma enzima chamada telomerase, que ajuda a manter o DNA íntegro e evita o envelhecimento celular acelerado. Em teoria, isso permite que suas células continuem se renovando por muito mais tempo do que em outros animais.

Mas existe um limite — e ele está no próprio corpo. À medida que crescem, as lagostas precisam trocar o exoesqueleto (um processo chamado muda). Com o tempo, essa troca exige cada vez mais energia, até chegar a um ponto em que o esforço pode ser fatal. Algumas acabam morrendo por exaustão durante esse processo.

Além disso, fatores externos também entram em jogo. Predadores, doenças e a própria pesca fazem com que poucas lagostas atinjam idades muito avançadas. Em média, algumas espécies podem viver décadas — com registros que ultrapassam os 50 anos.

Ou seja, apesar de envelhecerem de forma diferente e impressionante, as lagostas não são imortais. Elas apenas desafiam o padrão que estamos acostumados a ver na natureza.

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