Levantamento aponta queda nos registros de feminicídio no Paraná, mas números seguem alarmantes
Estudo do Lesfem/UEL detalha ocorrências em Londrina e municípios da região entre 2023 e

Um levantamento do Laboratório de Estudos de Feminicídio (Lesfem), da Universidade Estadual de Londrina, traça um panorama da violência contra mulheres em Londrina e em cidades do Norte do Estado, apontando queda nos registros, mas mantendo números considerados elevados.
De acordo com a pesquisa, entre janeiro e outubro de 2025, o Paraná contabilizou 314 ocorrências de feminicídio, somando casos tentados e consumados. No mesmo intervalo de 2024, foram 352 registros, o que representa uma redução de 10,8%. Mesmo com a diminuição, 114 mulheres morreram vítimas desse tipo de crime no Estado.
A coordenadora do Lesfem, a professora Silvana Mariano, destaca que os dados indicam maior incidência dos crimes aos fins de semana. Outro ponto observado é o perfil das vítimas, cuja idade média gira em torno de 32 anos.
Em âmbito local, Londrina registrou 25 casos de feminicídio entre 2023 e outubro de 2025. Desses, 13 homicídios foram cometidos por companheiros das vítimas. Apenas no ano anterior, o município contabilizou quatro tentativas e um feminicídio consumado.
O estudo também detalha ocorrências em cidades da região. Em Arapongas, foram registradas nove tentativas, com um caso consumado em 2025. Já Jataizinho contabilizou uma tentativa e dois crimes consumados, enquanto Ibiporã teve uma tentativa e um feminicídio confirmado no mesmo período.
No Brasil, o feminicídio é enquadrado como crime hediondo, com penas que variam de 20 a 40 anos de prisão. A legislação impõe regras mais severas para progressão de regime, exigindo o cumprimento de pelo menos 55% da pena para réus primários, além de vedar benefícios como anistia, indulto, liberdade condicional e visitas íntimas, entre outras penalidades previstas em lei.

