Limites da audição: quais as frequências máximas e mínimas que o ser humano pode ouvir?

O espectro da audição humana varia, em média, de 20 Hz a 20.000 Hz, englobando desde os sons mais graves até os agudos extremos. Com o envelhecimento, é natural que o limite máximo de captação diminua para a faixa dos 15 a 17 kHz. Além de explicar as oscilações das ondas sonoras, a ciência destaca a diferença fundamental entre hertz (frequência) e decibéis (intensidade), alertando que a exposição contínua a volumes acima de 85 dB pode causar perdas auditivas irreversíveis

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A capacidade de ouvir os sons ao nosso redor é definida por um espectro de frequências medido em hertz (Hz). Essa unidade determina quantas vezes as ondas sonoras vibram ou oscilam em um único segundo. Se uma onda oscila de forma lenta, ela tem uma frequência baixa, resultando em sons graves e profundos. Já as ondas que oscilam rapidamente geram frequências altas, traduzidas pelo nosso cérebro como sons agudos e estridentes.

O espectro da audição humana O consenso científico estabelece que o ouvido humano é capaz de captar frequências que vão de 20 Hz a 20.000 Hz (ou 20 kHz). No entanto, essa amplitude não dura para sempre. Quando somos bebês, alcançamos o limite máximo com facilidade, mas perdemos essa capacidade auditiva fina com o passar dos anos. Na vida adulta, a maioria das pessoas possui um teto de audição que varia entre 15 e 17 kHz.

Ainda assim, existem exceções: a genética pode privilegiar algumas pessoas com uma audição naturalmente mais ampla, e músicos com treinamento auditivo conseguem detectar nuances de frequência imperceptíveis para leigos.

Extremos sonoros: dos subgraves ao ultrassom Frequências fora do alcance auditivo comum ou nos limiares extremos geram fenômenos físicos e aplicações tecnológicas interessantes:

  • Subgraves (20 a 60 Hz): Estão no limite inferior da nossa audição e são mais “sentidos” do que ouvidos. É o que acontece com as batidas graves de música eletrônica que reverberam pelo corpo. Como curiosidade, o cantor estadunidense Tim Storms detém o recorde mundial do Guinness por alcançar a nota de 0,189 Hz, um som tão grave que não pode ser escutado, apenas sentido.

  • Ultrassons (Acima de 20 kHz): São inaudíveis para humanos e possuem ampla utilidade tecnológica, como sonares de submarinos, exames médicos de imagem e máquinas industriais. Porém, a exposição excessiva a essas ondas pode causar fadiga, tontura e até perda auditiva.

Hertz x Decibéis: entendendo o volume Enquanto os hertz medem a frequência da onda, os decibéis (dB) medem a sua intensidade — ou seja, a amplitude da onda sonora, que nós chamamos popularmente de “volume”. Um som pode ser muito grave (baixo Hz) e ter um volume altíssimo (alto dB), ou vice-versa.

A audição humana capta volumes em uma escala de 0 a 140 dB. O marco zero é o som mais silencioso detectável, enquanto os 140 dB representam o limiar da dor, capaz de lesionar os ouvidos instantaneamente.

A saúde auditiva exige atenção a esses números: a exposição prolongada a ruídos acima de 85 dB já é considerada potencialmente danosa. Isso inclui o ruído de trânsito intenso, máquinas pesadas, liquidificadores e até mesmo o volume alto nos fones de ouvido de uso diário, o que reforça a necessidade de cuidados para evitar a surdez a longo prazo.

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