Londrina tem 74,9% menos casos confirmados de dengue entre janeiro e março comparado a 2025, afirma Saúde
Do início de janeiro até o dia 12 de março deste ano, houve redução expressiva de 74,9% no número de casos confirmados da doença – 229 ante 911 em 2025. Além da menor transmissão registrada, o mesmo recorte analisado aponta 40,5% notificações a menos, sendo 3.352 neste ano e 5.633 no anterior

A Secretaria Municipal de Saúde de Londrina (SMS) continua realizando ações de prevenção, controle e enfrentamento à dengue na cidade, visando manter a estabilidade do cenário epidemiológico no período do verão, em que naturalmente aumenta a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Mesmo com o leve aumento natural nas notificações, semana a semana, o quadro de 2026 até agora é ainda mais favorável que o de 2025, ano encerrado com recordes positivos e diminuição significativa nos índices gerais. Do início de janeiro até o dia 12 de março deste ano, houve redução expressiva de 74,9% no número de casos confirmados da doença – 229 ante 911 em 2025.
Além da menor transmissão registrada, o mesmo recorte analisado aponta 40,5% notificações a menos, sendo 3.352 neste ano e 5.633 no anterior. Outro aspecto importante é que nos dois primeiros meses e meio de 2026 não foi computado nenhum óbito por dengue no município, enquanto em 2025 o primeiro falecimento havia sido contabilizado até aquele período. Este conjunto comparativo demonstra diferenças substanciais no comportamento da dengue em Londrina. Na quinta-feira (12), a SMS divulgou o balanço semanal com os dados atualizados do panorama da dengue. Além das 3.352 notificações e 229 casos confirmados (taxa de positividade de 6,8%), outros 2.189 foram descartados. Já 934 continuam sob análise laboratorial. Com relação à Chikungunya, Londrina possui quatro notificações e nenhuma confirmação até esse momento do ano. Um caso foi descartado e três seguem em análise.
O gerente de Vigilância Ambiental da Secretaria, Nino Ribas, ressaltou que o aumento leve da dengue a cada semana epidemiológica é esperado, já que corresponde ao comportamento sazonal da doença, especialmente durante os meses de verão, quando fatores climáticos favorecem a proliferação do vetor. “Levando isso em conta, uma elevação gradual no número de notificações ou casos suspeitos é considerada compatível com o padrão de transmissão nesse período do ano. Entretanto, quando se realiza o comparativo com o mesmo período de 2025, o cenário atual é significativamente mais favorável”, observou.
Prevenção, controle e combate – De acordo com Ribas, alguns fatores explicam por que o Município vem registrando menores médias nesses quase 75 primeiros dias de 2026. Ele elenca a intensificação das ações de controle vetorial incluindo atividades de campo, visitas em residências, bloqueios de transmissão, tratamento focal, manejo de pontos estratégicos, eliminação de criadouros, entre outros. A prevenção é outro pilar, com vigilância reforçada e controle permanente antes do período de maior transmissão, principalmente no final de 2025 e começo de 2026, contribuindo para maior eficiência e redução na infestação vetorial.
Alinhado a esse processo está o monitoramento e priorização de áreas de risco, o que abrange uso de ovitrampas, análise de indicadores entomológicos e georreferenciamento de casos. Isso permite direcionar as ações para áreas com maior risco, aumentando a eficiência das intervenções. Em paralelo, por consequência das ações combinadas, há a redução das formas clínicas mais graves, que também pode refletir em diagnóstico e manejo clínico mais oportunos na rede assistencial.
Tendência de menor proliferação – Com a redução gradativa das chuvas mais intensas e queda natural das temperaturas nos próximos meses, a tendência é de menor condição para a proliferação do mosquito e transmissão da doença, colaborando para a manutenção de um cenário epidemiológico mais estável. Segundo Nino Ribas, o quadro de números mais baixos em 2026, comparado a 2025, reforça a expectativa de um comportamento mais controlado da dengue para a sequência deste ano. “Ainda assim, todos precisam ficar atentos e não podemos relaxar nas medidas preventivas. A continuidade das ações de vigilância e o cuidado da população em eliminar recipientes que possam acumular água seguem sendo fundamentais para manter esse cenário mais favorável”, garantiu. Com informações do N.Com.

