Londrina teve redução de 83% nos óbitos e de 88% nos casos de dengue em 2025

O índice de Risco Entomológico para Dengue, em 2025, foi de apenas 2,2% em Londrina. Em 2024, ficou em 3,4%, tendo alcançado marcas de 5,5% tanto em 2023 quanto em 2022. A medição ocorre a partir do Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa), vistorias em uma amostra de imóveis distribuídos em diferentes áreas do município

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No comparativo com 2024, as notificações de dengue também caíram 60% e ainda houve diminuição de 41,8% na taxa de confirmação. Foto: Vivian Honorato/Arquivo N.Com

Atípico quanto à incidência geral de dengue em Londrina, 2025 finalizou gerando resultados bastante positivos em comparação com os últimos anos. O quadro nos últimos 12 meses foi de redução substancial nas taxas e controle epidemiológico com alcance de índices consideráveis. Segundo o balanço divulgado na quarta-feira (07), pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), foram 83% menos mortes por dengue, totalizando apenas nove registros ao todo, frente aos 52 óbitos ocorridos em 2024. O último falecimento data de maio do ano passado. O número de casos confirmados, 5.078, representa redução de 87,9%, sendo que, em 2024, o panorama foi de 42.107 confirmações. Outro percentual considerável é a queda de 59,8% no total de notificações computadas em 2025, passando das 70.569 do ano anterior para 28.369. Consequentemente, também despencou a taxa de confirmação em 41,8% – de 59,7% para 17,9% no mesmo recorte comparativo.

O índice de Risco Entomológico para Dengue, em 2025, foi de apenas 2,2% em Londrina. Em 2024, ficou em 3,4%, tendo alcançado marcas de 5,5% tanto em 2023 quanto em 2022. A medição ocorre a partir do Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa), vistorias em uma amostra de imóveis distribuídos em diferentes áreas do município. Durante as visitas, os agentes verificam recipientes que possam acumular água e registram a presença de larvas ou pupas do Aedes aegypti. A partir desses dados, calcula-se o percentual de imóveis e de recipientes positivos, gerando os índices que apontam o nível de infestação e o risco de transmissão.

Um outro destaque foi a intensificação das ações de qualificação das práticas assistenciais nos territórios das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), por meio da implantação de protocolos mais completos e eficazes. Isso assegurou equipes mais preparadas para receber e acolher o paciente, aprimorando o cuidado, manejo clínico e monitoramento das ações primárias com melhor avaliação da doença. Os bons resultados relacionados à dengue, no geral, chamam atenção e são provenientes de um conjunto integrado de ações intensificadas e estratégias implantadas pela Prefeitura, contando com importante apoio da sociedade civil organizada e da população como um todo.

A estabilidade no controle das arboviroses, especialmente da dengue, foi a tônica em 2025 enquanto efeito das práticas adotadas. Para evitar o aumento da transmissão viral, a Saúde lançou mão de medidas permanentes de vigilância e controle vetorial, combinadas com a prevenção e o combate ao vetor transmissor, o mosquito Aedes aegypti. Essas frentes, conduzidas pelo setor de Vigilância Ambiental, englobaram visitas domiciliares, monitoramentos, bloqueios, controle geográfico, limpezas, ações intersetoriais e mutirões comunitários, permitindo a manutenção dos baixos índices de infestação predial. Esse preparo também permitiu que o Município pudesse encarar com mais eficiência e segurança o período do aumento das chuvas e da temperatura, na reta final do ano, possibilitando respostas rápidas, de forma estruturada e integrada.

Para a secretária municipal de Saúde, Vivian Feijó, a redução expressiva no número de casos de dengue se deu pela implementação eficaz de medidas de prevenção e controle, bem como melhoria nas práticas assistenciais nos diversos pontos de cuidado da rede de atenção. “Gostaria de reconhecer também a ampla mobilização da comunidade e participação ativa dos cidadãos junto das equipes de saúde, parcerias eficazes entre órgãos governamentais e organizações também somaram esforços grandes para os bons resultados”, sublinhou. Feijó ainda destacou a importância e o sucesso do plano e a necessidade de continuidade firme das ações já implementadas para o sucesso e manutenção dos dados. “A cidade de Londrina hoje é um exemplo de sucesso no combate à dengue. Graças ao plano de contingência implementado, o número de casos de dengue reduziu significativamente, impactando a vida da população”, completou.

O gerente de Vigilância Ambiental da SMS, Nino Ribas, enfatizou que a significativa redução nas notificações, casos confirmados e óbitos em 2025 não pode ser atribuída a um fator isolado. Segundo ele, trata-se do efeito cumulativo de políticas públicas locais mais robustas, estratégias inovadoras e integradas de vigilância e controle vetorial, associadas a condições externas mais favoráveis e a um contexto epidemiológico pós-epidêmico. “Esse conjunto reforça a importância da manutenção das ações estruturantes e da vigilância ativa, mesmo em cenários de aparente controle, para evitar recrudescimentos futuros. Os números apontados em 2025 são ótimos em comparação com os anos anteriores, é claro, mas os cuidados precisam ser permanentes e as estratégias devem ser traçadas conforme o panorama”, destacou Ribas.

Milhares de vistorias e ações – Para combater a dengue de frente, a Secretaria Municipal de Saúde realizou vistorias em todas as partes do município, incluindo áreas nas zonas urbana e rural. Foram visitados cerca de 200 mil imóveis em 2025, com média de 16 mil vistorias mensais, priorizando áreas de maior risco entomológico. Paralelamente, 15 mil bloqueios de imóveis foram feitos de forma territorializada e oportuna, após a detecção de casos ou elevação de índices vetoriais. “Esse formato de ação é uma intervenção rápida, focal e integrada, desencadeada a partir da identificação de casos suspeitos ou confirmados de dengue. Com isso, o objetivo é interromper a cadeia de transmissão, reduzir a densidade vetorial no entorno do caso e evitar a expansão do foco para outras áreas do território”, explicou Nino Ribas.

Mutirões e campanhas – Outra frente importante mantida pela Prefeitura foram os mutirões comunitários, que resultaram em 22 edições ao longo de 2025, contando com envolvimento direto ou indireto de até 250 mil pessoas. Esta iniciativa, intitulada Dia D de Combate à Dengue, ocorreu em várias partes da cidade, contemplando todas as regiões, tendo como finalidade promover limpezas, recolhimento de materiais com potencial de se tornarem criadouros de dengue, distribuição de sacos verdes de lixo e orientação profissional sobre o descarte correto de itens sem utilidade. A coleta e retirada dos materiais não aproveitados pela população são levados embora com empenho da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).

Entre campanhas e estratégias temporárias, as ações concentradas nos períodos críticos alcançaram 150 mil pessoas em 2025, por meio de comunicação institucional e atividades educativas em diferentes localidades. Aproximadamente 400 entidades estiveram envolvidas nesses trabalhos, fortalecendo as parcerias intersetoriais da SMS com a sociedade civil. Isso incluiu atuações agregando UBSs, escolas, universidades organizações comunitárias e outras instituições públicas e privadas.

Participação popular – Nesse contexto, a contribuição da comunidade fez a diferença no enfrentamento à dengue, para que Londrina permanecesse segura e com boas perspectivas no decorrer de 2025. Durante todo o ano, moradores de todas as regiões – entre zonas urbana e rural – colaboraram em trabalhos de mutirão feitos pela Prefeitura e entidades da cidade nos bairros, bem como contribuíram com a limpeza de suas casas, permitindo que os Agentes de Combate às Endemias (ACEs) realizassem as vistorias domiciliares e orientações necessárias, multiplicando as informações entre familiares, vizinhos e amigos. “A colaboração da população é essencial, porque a prefeitura vem neste momento atuando no momento oportuno para, juntos, minimizarmos o risco de epidemias da doença na cidade”, pontuou o gerente de Vigilância Ambiental, da SMS, Nino Ribas. Com informações do N.Com.

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Redação Paiquerê FM News

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