Luzes da cidade estão “apagando” o céu: entenda os riscos da poluição luminosa
Excesso de iluminação artificial afeta a saúde, o meio ambiente e até a observação do espaço
- Por Marketing Paiquerê FM
- 28/04/2026 11:30 | ATUALIZADO: 27/04/2026 16:28

A poluição luminosa é um problema crescente nas grandes cidades e ocorre quando há excesso ou uso inadequado de luz artificial durante a noite. Provocada principalmente por iluminação pública ineficiente, fachadas iluminadas e outdoors, ela acaba clareando o céu e dificultando — ou até impedindo — a visualização das estrelas.
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Um dos principais impactos é sentido na astronomia. Observatórios de alto nível, inclusive localizados em regiões isoladas como desertos, vêm enfrentando dificuldades para observar o espaço devido ao brilho artificial que se espalha por longas distâncias.
O fenômeno também traz prejuízos ao meio ambiente. Animais de hábitos noturnos são diretamente afetados: insetos polinizadores, como mariposas, ficam desorientados com a luz artificial, enquanto aves migratórias e até tartarugas marinhas podem perder seu caminho, comprometendo o equilíbrio dos ecossistemas.
Na saúde humana, os efeitos também preocupam. Estudos indicam que a exposição à luz durante a noite interfere na produção de melatonina, hormônio responsável pelo sono. Esse desequilíbrio pode impactar o relógio biológico e está associado a problemas como insônia, depressão, obesidade e até doenças mais graves.
Outro ponto importante é o desperdício de energia. Grande parte da iluminação urbana é mal direcionada, com luz sendo emitida para o céu sem necessidade, o que representa gasto excessivo de recursos públicos e energia elétrica.
Para reduzir o problema, especialistas defendem o uso de luminárias mais eficientes, que direcionem a luz apenas para o solo, além da adoção de lâmpadas com tons mais quentes e menos intensos. A medida pode melhorar a qualidade de vida, preservar o meio ambiente e ainda garantir economia de energia.
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