Madrasta de menina que morreu afogada em máquina de lavar é condenada no Paraná
Suzana Bazar dos Santos recebeu pena de 8 anos e 6 meses por abandono de incapaz com resultado morte; defesa pode recorrer em liberdade

A madrasta de Isabelly de Oliveira Assumpção, menina de 3 anos que morreu afogada dentro de uma máquina de lavar roupas em Cascavel, no Oeste do Paraná, foi condenada a 8 anos e 6 meses de prisão, em regime inicial fechado. Suzana Bazar dos Santos foi condenada pelo crime de abandono de incapaz com resultado morte. O caso aconteceu em 7 de maio de 2022. Isabelly morava com a mãe e passava o fim de semana com o pai. No momento do afogamento, o pai estava trabalhando, e a criança ficou sob os cuidados da madrasta. Na decisão, o juiz entendeu que Suzana era responsável pela menina naquele período e que descumpriu o dever de cuidado ao deixá-la em uma situação de risco.
Segundo a sentença, a própria ré admitiu que colocou um banco em frente à máquina de lavar, deixou a criança brincando com brinquedos dentro da água e saiu da lavanderia para atender outra filha. Para o magistrado, uma criança de 3 anos não tinha condições de compreender o perigo, e o risco de afogamento poderia ser previsto por qualquer adulto.
Durante o processo, testemunhas relataram ciúmes e desentendimentos entre Suzana e Isabelly, mas o juiz considerou que esses relatos não comprovavam intenção de matar. Por isso, a condenação foi por abandono de incapaz com resultado morte, e não por homicídio. Como ainda cabe recurso, Suzana poderá recorrer em liberdade. A defesa da madrasta informou que vai recorrer da decisão e sustenta que a morte foi uma fatalidade. Já o advogado que representa a família de Isabelly também afirmou que recorrerá, defendendo que Suzana deveria ter sido condenada por homicídio qualificado.
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