Mais de 260 monumentos antigos são descobertos no deserto do Saara

Estruturas revelam que a região já abrigou sociedades organizadas milhares de anos antes da desertificação.

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Reprodução / Foto: banco de imagens

Pesquisadores anunciaram a descoberta de mais de 260 monumentos antigos espalhados pelo Deserto do Saara, revelando evidências de sociedades humanas organizadas em uma região que hoje é marcada pelo clima extremo e pela aridez.

As estruturas foram identificadas com ajuda de imagens de satélite, drones e expedições terrestres realizadas por arqueólogos.

Entre os monumentos encontrados estão construções circulares de pedra, túmulos, plataformas rituais e estruturas gigantes conhecidas como “mustatils”, formadas por longos muros baixos de rocha.

Segundo os pesquisadores, muitos desses complexos apresentam alinhamentos geométricos sofisticados e podem ter sido usados para cerimônias, rituais funerários ou marcações territoriais.

As descobertas reforçam a teoria de que o Saara já foi uma região verde e fértil entre aproximadamente 14 mil e 5 mil anos atrás, período conhecido como “Saara Verde”.

Na época, o norte da África possuía rios, lagos, vegetação abundante e grande diversidade animal. Pinturas rupestres encontradas na região mostram cenas de caça, rebanhos e até hipopótamos.

Os arqueólogos acreditam que os novos monumentos foram construídos justamente por essas populações neolíticas que viveram no Saara antes do avanço da desertificação.

Especialistas também afirmam que as estruturas ajudam a entender como mudanças climáticas antigas influenciaram migrações humanas e podem ter contribuído para o surgimento de civilizações próximas ao vale do Nilo.

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