Mandíbula encontrada na Escócia revela tratamento dentário com ouro feito há 500 anos
Arqueólogos descobriram ponte dentária presa com fio de ouro em homem medieval, indicando técnica avançada para a época

Uma descoberta arqueológica na Escócia chamou atenção de pesquisadores ao revelar que procedimentos dentários sofisticados já eram realizados há cerca de 500 anos. A análise de uma mandíbula encontrada em um antigo cemitério medieval mostrou que um homem utilizava uma espécie de ponte dentária presa com fio de ouro de 20 quilates.
O achado aconteceu durante escavações na igreja de St. Nicholas East Kirk, em Aberdeen. Entre centenas de sepulturas analisadas, apenas um esqueleto apresentava esse tipo de intervenção odontológica. Os pesquisadores identificaram um delicado fio de ouro envolvendo dentes inferiores, provavelmente utilizado para sustentar um dente perdido ou uma prótese.
Apesar da sofisticação do procedimento, os cientistas apontaram que a saúde bucal do homem estava longe do ideal, com sinais de cáries, placa bacteriana e doenças na gengiva. Mesmo assim, o uso de ouro sugere que ele fazia parte de uma classe social mais alta, já que o metal era extremamente valioso naquela época.
Especialistas destacam que, na Idade Média, ainda não existia a odontologia como profissão formal. Tratamentos dentários eram feitos por barbeiros, curandeiros e até ourives, o que levanta a hipótese de que joalheiros tenham participado da criação da peça encontrada.
Além de mostrar o avanço técnico do período, a descoberta também ajuda a entender como aparência e status social já eram importantes séculos atrás, principalmente entre pessoas que tinham recursos para investir em tratamentos considerados luxuosos para a época.
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