Médicos Sem Fronteiras denunciam destruição e crise humanitária extrema em Gaza
A enfermeira Ruth Barros afirma que o norte de Gaza foi completamente destruído e que a população vive em tendas, sem água, comida ou assistência médica. Crianças apresentam traumas graves e a desnutrição cresce

Profissionais da Médicos Sem Fronteiras (MSF) relataram um cenário devastador na Faixa de Gaza após meses de intensos bombardeios israelenses. Segundo Damares Giuliana, coordenadora da MSF, 94% dos hospitais estão fora de operação e os 6% restantes danificados. A entrada de alimentos e medicamentos está bloqueada desde março, agravando a crise humanitária. A MSF aponta indícios de crimes de guerra, genocídio e limpeza étnica.
O território está superlotado, com 2,2 milhões de pessoas concentradas em apenas 15% da área. Relatos mostram que civis são forçados a andar longas distâncias em busca de alimentos e sofrem ataques no caminho. A enfermeira Ruth Barros afirma que o norte de Gaza foi completamente destruído e que a população vive em tendas, sem água, comida ou assistência médica. Crianças apresentam traumas graves e a desnutrição cresce.
O médico Paulo Reis destacou a sobrecarga nos hospitais de campanha, com dezenas de cirurgias diárias e aumento constante no número de feridos. Ele afirma que nunca viu um volume tão alto de vítimas e ataques em outros conflitos. Para a MSF, Gaza vive um colapso total das condições humanas básicas. Com informações: Agência Brasil

