Método Canguru ajuda a reduzir impactos emocionais de mães com bebês prematuros no Paraná
Pesquisa aponta maior risco de depressão pós-parto; Sesa reforça assistência multiprofissional nas UTIs neonatais

O nascimento de um bebê prematuro e a internação em UTI Neonatal representam um período de grande vulnerabilidade emocional para as famílias. Dados de pesquisas internacionais indicam que mães de prematuros têm 2,5 vezes mais chances de desenvolver depressão pós-parto, sendo que 40% apresentam sintomas depressivos, 26% ansiedade e 30% estresse pós-traumático. No Paraná, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) aposta no Método Canguru como estratégia para minimizar esses impactos.
Aplicado em unidades como o Hospital de Clínicas, em Curitiba, referência estadual, o Método Canguru promove o contato pele a pele entre pais e bebês de baixo peso, aliado a acompanhamento multiprofissional com psicólogos, enfermeiros, médicos e outros especialistas. A prática contribui para estabilizar o quadro clínico do recém-nascido e fortalecer o vínculo familiar, além de oferecer suporte psicológico às mães desde o pré-natal de risco até o período pós-alta.
Em 2025, o Paraná registrou 15,9 mil nascimentos de bebês prematuros, segundo dados preliminares da Sesa. A rede estadual reforça que, após a alta hospitalar, mães que ainda apresentem instabilidade emocional são encaminhadas para acompanhamento na Atenção Primária à Saúde. O objetivo é garantir cuidado integral, reconhecendo que a saúde do bebê está diretamente ligada ao bem-estar físico e mental da família.

