Ministério da Justiça demite Eduardo Bolsonaro da Polícia Federal por abandono de cargo
Ex-deputado era escrivão da PF e não retornou à função após perder o mandato na Câmara dos Deputados

O Ministério da Justiça e Segurança Pública oficializou nesta segunda-feira (21) a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e teve como fundamento um processo administrativo disciplinar que apontou faltas injustificadas ao serviço por mais de 30 dias consecutivos, caracterizando abandono de cargo.
Eduardo estava afastado da Polícia Federal para exercer o mandato de deputado federal. Em 18 de dezembro de 2025, a Mesa Diretora da Câmara declarou a perda do mandato porque ele deixou de comparecer a um terço das sessões deliberativas daquele ano, conforme previsto na Constituição. Após o fim do mandato, ele não se reapresentou ao cargo de escrivão.
O ex-deputado vive nos Estados Unidos desde 2025. Na sexta-feira (18), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal também rejeitou, por unanimidade, um recurso da defesa e manteve a condenação de Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo, relacionada à atuação dele nos Estados Unidos para tentar interferir no julgamento envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.