Ministério Público reúne prefeitos e apresenta projeto de prevenção à corrupção em Londrina
De acordo com integrantes do Ministério Público, muitos municípios — especialmente os de menor porte — ainda enfrentam dificuldades na estruturação de seus sistemas de controle interno, seja por falta de legislação específica, capacitação técnica ou autonomia administrativa

Representantes de 94 municípios da Região Geográfica Intermediária de Londrina participaram, nesta sexta-feira (13), de um encontro promovido pelo Ministério Público do Paraná para apresentar o novo modelo de atuação do Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa. A reunião ocorreu no plenário da Câmara Municipal e teve como foco o fortalecimento de mecanismos de prevenção a irregularidades na administração pública. Durante o evento, foi apresentado um projeto piloto que será desenvolvido na região com o objetivo de avaliar e aprimorar os sistemas de controle interno das prefeituras. A proposta busca ampliar a transparência e a eficiência na gestão pública, priorizando ações preventivas para evitar práticas ilícitas ou falhas administrativas.
O encontro contou com a presença de prefeitos, gestores municipais e autoridades do Ministério Público. Entre eles, o prefeito de Londrina, Tiago Amaral, que destacou a importância da prevenção na gestão pública. Segundo ele, mecanismos de controle e orientação são essenciais para evitar irregularidades e reduzir a necessidade de medidas punitivas posteriores. O novo modelo do Gepatria foi estruturado para atuar em três frentes principais: prevenção, repressão e negociação em casos complexos relacionados à proteção do patrimônio público. A iniciativa faz parte de mudanças institucionais estabelecidas pela Procuradoria-Geral de Justiça, que reorganizaram o grupo para atuar de forma integrada em todo o Paraná.
De acordo com integrantes do Ministério Público, muitos municípios — especialmente os de menor porte — ainda enfrentam dificuldades na estruturação de seus sistemas de controle interno, seja por falta de legislação específica, capacitação técnica ou autonomia administrativa. A proposta do projeto piloto é realizar um diagnóstico da situação nesses municípios e oferecer orientação técnica para aprimorar os mecanismos de fiscalização e transparência. Caso os resultados sejam positivos, a iniciativa poderá ser expandida para outras regiões do estado. Durante o encontro, também foi destacado o papel da Controladoria-Geral de Londrina, que tem ampliado sua atuação nos últimos anos e participa de fóruns nacionais voltados ao desenvolvimento de modelos de controle interno na administração pública. O município, segundo a gestão, recebeu recentemente reconhecimento nacional por boas práticas na área de auditoria e governança. Com informações: NCom

