Mistério em Sarandi: bebê de um mês chega sem vida a pronto atendimento e mobiliza autoridades
Médicos notaram sangue no nariz do recém-nascido e acionaram forças de segurança; pais relatam que criança dormiu na mesma cama do casal.

Um fato trágico e cercado de dúvidas mobilizou as forças de segurança pública e de proteção à infância no município de Sarandi. Um bebê de apenas 30 dias de vida deu entrada já sem sinais vitais na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade.
O atendimento de emergência acendeu um alerta imediato na equipe de plantão. A médica responsável pelo primeiro contato notou marcas de sangue na região nasal da criança, detalhe atípico que motivou o acionamento urgente da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Conselho Tutelar.
Em depoimento prestado aos policiais que atenderam o chamado na unidade de saúde, os pais do recém-nascido relataram a rotina da noite anterior. Segundo a versão do casal, o filho havia sido colocado para dormir na mesma cama que eles ao longo da madrugada.
Ainda conforme o relato familiar, ao acordarem nas primeiras horas da manhã, os pais perceberam que a criança estava imóvel e não apresentava reação, momento em que decidiram buscar socorro médico imediato no pronto atendimento.
Neste estágio inicial das apurações, as autoridades tratam o lamentável episódio sob a classificação de morte a esclarecer. A linha principal de verificação levanta a hipótese de uma eventual asfixia ou sufocamento acidental enquanto o bebê dormia entre os adultos.
Apesar da suspeita inicial de acidente durante o sono, a polícia ressalta que não há qualquer diagnóstico definitivo ou comprovação técnica sobre o fator determinante do óbito até o presente momento.
Para solucionar as causas exatas do falecimento, o corpo da criança foi recolhido e transferido para a sede do Instituto Médico-Legal (IML) de Maringá, onde passará por exames detalhados de necropsia.
Os laudos periciais emitidos pela Polícia Científica serão fundamentais para orientar o trabalho investigativo e esclarecer se o sangramento nasal decorre de trauma físico, sufocação mecânica ou alguma condição clínica repentina.
A Polícia Civil do Paraná abriu procedimento oficial para apurar os fatos. Os investigadores planejam colher novos depoimentos dos pais, familiares e dos profissionais de saúde que prestaram o primeiro atendimento na UPA.
O Conselho Tutelar da cidade acompanha os desdobramentos do caso e prestará o suporte necessário, garantindo que os trâmites legais de proteção e verificação sejam rigorosamente seguidos.
Novas informações sobre o caso dependem da conclusão dos exames necroscópicos e do avanço das oitivas conduzidas pela equipe de investigação local.
