Moradora relata reaparecimento de algas no Lago Igapó 2, em Londrina
Eliana afirmou que percebeu o aumento das plantas no último domingo (15). De acordo com ela, além do impacto visual causado pela coloração esverdeada da água, o mau cheiro já é percebido no local

Na manhã desta quarta-feira (18), a reportagem da Paiquerê FM 98.9 recebeu a reclamação da fisioterapeuta e moradora da zona sul de Londrina, Eliana Cristina Camilo de Paiva, sobre o reaparecimento de algas no Lago Igapó II. Segundo a fisioterapeuta, as chamadas “alfaces-d’água” voltaram a se concentrar em parte do lago, especialmente na região próxima ao Aterro do Igapó, nas imediações da Avenida Faria Lima. As imagens encaminhadas à reportagem mostram a presença de vegetação aquática na superfície. Eliana afirmou que percebeu o aumento das plantas no último domingo (15). De acordo com ela, além do impacto visual causado pela coloração esverdeada da água, o mau cheiro já é percebido no local.
O Lago Igapó II já havia registrado, no início de setembro de 2025, um período de intensa proliferação de algas, com coloração verde-escura e presença tanto de microalgas no fundo quanto de macrófitas na superfície. À época, o fenômeno tornou-se mais evidente por volta do dia 4 de setembro. Conforme informou anteriormente a Secretaria Municipal do Ambiente de Londrina, o quadro foi atribuído à combinação de estiagem prolongada, redução no nível da água e alto teor de nutrientes, fatores que favorecem o processo de eutrofização. A possibilidade de lançamento irregular de esgoto também foi considerada como um dos elementos que podem acelerar o problema. A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Londrina, que em nota disse que: A Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) esclareceu que vem acompanhando a situação e desde o início da semana está com uma equipe fazendo a retirada das alfaces d’água (macrófitas) do Igapó 2. A Sema está avaliando as possíveis causas do aumento na quantidade dessas plantas na superfície do lago. Entre as possibilidades, a presença maior de nutrientes na água, resultado da pouca chuva registrada nos últimos dias na região.

