MP denuncia donos e funcionários de clínica de reabilitação interditada em Londrina
Segundo o MP, pelo menos 25 pessoas teriam sido vítimas das práticas investigadas

O Ministério Público do Paraná denunciou os proprietários, o coordenador e outros seis envolvidos em um caso investigado em uma clínica de reabilitação de Londrina. A denúncia já foi aceita pela Justiça. Os acusados devem responder por crimes como cárcere privado, tortura, sequestro, adulteração de medicamentos, falsidade ideológica e exercício ilegal da medicina. Segundo o MP, pelo menos 25 pessoas teriam sido vítimas das práticas investigadas. De acordo com a investigação, pacientes eram internados de forma involuntária, sem autorização judicial ou laudos médicos, e submetidos a agressões físicas, psicológicas e sedação forçada.
O caso ganhou repercussão após a interdição da clínica, no início de abril, durante uma operação do Ministério Público e da Vigilância Sanitária. Na ocasião, mais de 30 internos foram encontrados em condições consideradas irregulares, e cinco pessoas acabaram presas em flagrante. O proprietário da unidade segue foragido. Segundo as autoridades, pacientes relataram maus-tratos, restrição de contato com familiares e uso de uma substância apelidada de “danoninho”, que estaria sendo utilizada para dopá-los. A Polícia Civil e o Ministério Público seguem investigando o caso.

