MP denuncia piloto por homicídio doloso na morte de adolescente após briga no DF
De acordo com a denúncia, o episódio foi antecedido por “uma discussão banal iniciada por um cuspe desferido pelo denunciado”

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou nesta quarta-feira (11) o piloto de automobilismo Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, por homicídio doloso qualificado por motivo fútil pela morte do adolescente Rodrigo Castanheira. Rodrigo morreu no sábado (8), após permanecer 16 dias em coma profundo. A agressão teria sido motivada por uma discussão considerada banal, envolvendo um chiclete lançado contra um amigo da vítima. De acordo com a denúncia, o episódio foi antecedido por “uma discussão banal iniciada por um cuspe desferido pelo denunciado”.
Segundo o MPDFT, Turra agiu de forma “livre e consciente” ao descer do carro em que estava e desferir socos contra Rodrigo. Durante as agressões, o adolescente foi lançado contra a porta de um veículo, bateu a cabeça e perdeu a consciência. A denúncia também descreve o conteúdo de gravações do momento da briga, que teve repercussão nacional. Além da condenação criminal, os promotores pedem que o acusado pague R$ 400 mil por danos morais à família da vítima. A pena para homicídio doloso pode chegar a 30 anos de prisão. Turra está preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória da Papuda.
Ele foi detido logo após a agressão, mas chegou a ser liberado mediante pagamento de fiança de R$ 24 mil e respondia inicialmente por lesão corporal. No entanto, voltou a ser preso no dia 30 de janeiro, após a polícia apresentar indícios de envolvimento em outros casos de agressão. Entre os episódios citados está a suspeita de que ele teria utilizado um taser contra uma adolescente de 17 anos para forçá-la a ingerir bebida alcoólica durante uma festa. Na semana passada, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, negou pedido de habeas corpus apresentado pela defesa. A defesa de Pedro Turra informou que não irá se manifestar sobre a denúncia. Já os advogados da família de Rodrigo sustentam que os golpes na cabeça do adolescente foram determinantes para a morte. Com informações: Agência Brasil

