MP pede plano emergencial para garantir refeições durante reforma do Restaurante Popular de Londrina
Entre as medidas sugeridas estão a distribuição de marmitas, uso de espaços provisórios, convênios emergenciais ou até fornecimento de vale-refeição. O objetivo é manter a mesma quantidade e qualidade das refeições oferecidas antes da reforma

O fechamento temporário do Restaurante Popular de Londrina levou o Ministério Público do Paraná a cobrar uma solução emergencial da Prefeitura para manter o fornecimento de refeições à população atendida pelo serviço. O restaurante está fechado desde o dia 17 de abril para reforma, com previsão de duração de cerca de 90 dias. Segundo o Ministério Público, a interrupção preocupa porque o local servia, em média, 640 refeições por dia, principalmente para pessoas em situação de vulnerabilidade social, como famílias de baixa renda, idosos, trabalhadores e pessoas em situação de rua.
Na recomendação enviada ao Município, o MP aponta que o fechamento ocorreu ao mesmo tempo em que terminou o contrato da empresa responsável pelas refeições, enquanto uma nova licitação ainda está em andamento. Para a Promotoria, isso demonstra falha no planejamento da continuidade do serviço. O Ministério Público destacou ainda que o acesso à alimentação é um direito garantido pela Constituição e que o poder público deve assegurar esse atendimento, especialmente para pessoas mais vulneráveis. Entre as medidas sugeridas estão a distribuição de marmitas, uso de espaços provisórios, convênios emergenciais ou até fornecimento de vale-refeição. O objetivo é manter a mesma quantidade e qualidade das refeições oferecidas antes da reforma. A Prefeitura de Londrina tem prazo de dez dias para apresentar um plano emergencial. Caso a recomendação não seja atendida, o MP poderá adotar medidas judiciais.

