MP recomenda regularização ambiental de cemitérios em Londrina após identificar irregularidades

Segundo o MP, a discussão sobre os impactos ambientais dos cemitérios em Londrina não é recente e se arrasta há cerca de uma década

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Foto: Emerson Dias/N.Com

A situação ambiental dos cemitérios de Londrina voltou ao centro das discussões após o Ministério Público do Paraná (MPPR) recomendar medidas para regularizar o funcionamento desses espaços. A orientação foi emitida pela 20ª Promotoria de Justiça, que apura possíveis riscos ao meio ambiente. De acordo com o MPPR, um inquérito civil identificou que os 13 cemitérios municipais operam sem licenciamento ambiental e apresentam falhas no monitoramento, como problemas relacionados a poços utilizados para controle de possíveis contaminações. Diante disso, o órgão recomendou que a Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf) adote providências no prazo de até 180 dias. Entre as medidas está a contratação de uma instituição de ensino ou pesquisa para elaborar estudos técnicos exigidos pelo Instituto Água e Terra (IAT), etapa necessária para obtenção do licenciamento.

O Ministério Público também orienta que o município estruture uma equipe técnica permanente, responsável pelo acompanhamento ambiental contínuo dos cemitérios, seja por meio de concurso público ou contratação especializada. A recomendação inclui ainda que a prefeitura dê suporte para o cumprimento dessas ações. Segundo o MP, a discussão sobre os impactos ambientais dos cemitérios em Londrina não é recente e se arrasta há cerca de uma década. Uma tentativa anterior de avançar com estudos técnicos não teve continuidade por falta de equipe qualificada para análise das propostas. Os cemitérios são considerados atividades potencialmente poluidoras e, por lei, precisam de licenciamento ambiental. A principal preocupação é o necrochorume, líquido gerado na decomposição dos corpos, que pode contaminar o solo e atingir o lençol freático.

Estudos já realizados em áreas próximas a um dos cemitérios da região central apontaram níveis elevados de nitrato na água, acima do permitido para consumo, além da presença da bactéria Escherichia coli, indicando possível contaminação que pode alcançar áreas residenciais. O caso segue em acompanhamento pelo Ministério Público. Com informações: MPPR

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Redação Paiquerê FM News

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