MPF processa Ratinho e SBT por discurso transfóbico contra deputada Erika Hilton
O MPF considera que as declarações configuram violação dos direitos da deputada e de toda a população trans, caracterizando danos morais coletivos

O Ministério Público Federal (MPF) protocolou na Justiça uma ação de danos morais coletivos contra o apresentador Carlos Massa, conhecido como Ratinho, e o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT). O órgão acusa o apresentador de praticar discurso transfóbico ao se referir à deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) durante seu programa, exibido na quarta-feira (11). Durante o programa, Ratinho questionou a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, afirmando que não seria justo que a função fosse destinada a uma mulher trans. O MPF considera que as declarações configuram violação dos direitos da deputada e de toda a população trans, caracterizando danos morais coletivos.
Na ação, o MPF solicita a condenação do apresentador e da emissora ao pagamento de R$ 10 milhões em indenização coletiva, além da retirada imediata da fala de Ratinho das redes sociais e do site oficial do SBT. O promotor responsável pelo caso também pediu que o apresentador seja obrigado a publicar uma retratação. Após a divulgação do comentário, a deputada Erika Hilton informou que também entrou com ação judicial contra o apresentador, buscando reparação pelos danos causados por suas declarações. O SBT, por meio de nota à imprensa, afirmou que as declarações do apresentador não representam a opinião da emissora. Segundo o comunicado, a empresa repudia qualquer forma de discriminação ou preconceito e informou que o episódio está sendo analisado internamente, a fim de assegurar que seus valores sejam respeitados por todos os colaboradores. Com informações: Agência Brasil

