Mulher é resgatada após ser mantida em cárcere privado e sofrer agressões em hotel no Centro de Londrina

A mulher relatou ser do Estado de São Paulo e que veio a Londrina para acompanhar o companheiro, um homem de 32 anos, que passou a mantê-la sob total controle dentro do local

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Foto: Imagem iustrativa

Uma operação da Polícia Militar resultou no resgate de uma mulher de 38 anos que estava sendo mantida em cárcere privado e sofrendo diversas formas de violência em um hotel localizado na Rua Maranhão, próximo à Avenida Duque de Caxias, na região central de Londrina. A ocorrência foi registrada na manhã desta sexta-feira (30). De acordo com a Polícia Militar, a vítima conseguiu pedir socorro a um funcionário do pensionato onde estava hospedada, o que levou à imediata mobilização das equipes da RPA e da Patrulha Maria da Penha. A mulher relatou ser do Estado de São Paulo e que veio a Londrina para acompanhar o companheiro, um homem de 32 anos, que passou a mantê-la sob total controle dentro do local.

Segundo o depoimento, ela estava em situação de cárcere privado havia cerca de duas semanas, embora estivesse sofrendo restrições severas e violência contínua há aproximadamente dois meses. A vítima afirmou ter sido agredida repetidas vezes com socos e tapas, além de apresentar queimaduras de cigarro pelo corpo e ter tido o cabelo cortado pelo agressor. Ainda conforme o relato, a mulher estava sem se alimentar desde a última terça-feira (27) e vinha sendo impedida de realizar refeições adequadas há semanas. O suspeito também controlava rigorosamente sua higiene e comunicação, permitindo banho e uso do celular apenas sob supervisão. A polícia constatou indícios de violência física, psicológica, patrimonial e sexual.

O homem foi localizado após diligências realizadas pela Polícia Militar e recebeu voz de prisão. Ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia para as providências legais cabíveis. A vítima recebeu atendimento especializado da Patrulha Maria da Penha e foi acolhida pelo Centro de Atendimento de Referência à Mulher (CAM), onde passou a receber suporte psicológico e social. O caso reforça a importância da denúncia e do apoio da população no combate à violência contra a mulher. Situações suspeitas podem ser comunicadas anonimamente às autoridades, ajudando a salvar vidas.

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Redação Paiquerê FM News

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