O poder dos passaportes: Singapura lidera ranking global e Brasil volta ao top 15
O passaporte de Singapura foi eleito o mais poderoso do mundo no ranking Henley Passport Index de janeiro de 2026, garantindo acesso sem visto a 192 países. O Brasil apresentou recuperação pós-pandemia e alcançou a 15ª posição, empatado com a Argentina, com livre acesso a 168 destinos. O levantamento também destaca a ascensão meteórica dos Emirados Árabes Unidos e evidencia como fatores geopolíticos e econômicos determinam a força — ou a fraqueza — dos documentos de viagem ao redor do planeta

A liberdade de cruzar fronteiras sem burocracia é um privilégio diretamente ligado à força diplomática e econômica de uma nação. De acordo com a atualização de janeiro de 2026 do Henley Passport Index — índice elaborado pela consultoria Henley & Partners com dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) —, Singapura possui o passaporte mais valioso do mundo. Cidadãos do país asiático podem viajar para 192 das 199 nações avaliadas sem a necessidade de visto prévio.
O destaque das últimas décadas, no entanto, vai para os Emirados Árabes Unidos. Graças a um forte engajamento diplomático e políticas estratégicas de expansão bilateral, o país saltou 57 posições em 20 anos, superando passaportes tradicionalmente fortes, como os do Reino Unido e da Austrália, para ocupar o 2º lugar global.
O cenário na América Latina e a recuperação do Brasil
Após um período de queda entre 2015 e 2018 (chegando à 19ª posição), o passaporte brasileiro vem recuperando seu prestígio internacional pós-pandemia. Em 2026, o Brasil retornou ao cobiçado Top 15, empatado com a Argentina, permitindo que seus cidadãos visitem 168 destinos sem complicações antecipadas.
Na dinâmica latino-americana, o Chile continua detendo o documento de viagem mais forte da região (13º lugar no mundo), seguido pela alternância entre Brasil e Argentina no segundo posto continental, e pelo Uruguai, que se mantém firme na quarta colocação.
Ranking dos Passaportes Mais Poderosos (Janeiro/2026)
| Posição global | Países com acesso livre | Nações |
| 1º | 192 | Singapura |
| 2º | 187 | Japão, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos |
| 3º | 186 | Suécia |
| 4º | 185 | Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Espanha, Luxemburgo, Países Baixos, Noruega, Suíça |
| 5º | 184 | Áustria, Grécia, Malta, Portugal |
| 6º | 183 | Hungria, Malásia, Polônia, Reino Unido |
| 7º | 182 | Austrália, Canadá, Tchéquia, Letônia, Nova Zelândia, Eslováquia, Eslovênia |
| 8º | 181 | Croácia, Estônia |
| 9º | 180 | Liechtenstein, Lituânia |
| 10º | 179 | Islândia, Estados Unidos |
| 11º | 177 | Bulgária, Romênia |
| 12º | 176 | Mônaco |
| 13º | 174 | Chile, Chipre, Hong Kong |
| 14º | 169 | Andorra |
| 15º | 168 | Brasil, Argentina |
O peso da pobreza e dos conflitos
Na outra ponta da tabela, a realidade é marcada por restrições, longos tempos de espera e altas taxas de emissão de vistos. A fraqueza de um passaporte está diretamente correlacionada a fatores como guerras, instabilidade política e pobreza. Segundo a consultoria responsável pelo ranking, nações abrem suas fronteiras mais facilmente para países ricos, visando dividendos econômicos através de turismo, comércio e investimentos.
Os passaportes com maiores restrições no mundo:
| Posição global | Países com acesso livre | Nações |
| 96º | 35 | Nepal, Coreia do Norte |
| 97º | 32 | Somália |
| 98º | 31 | Paquistão, Iêmen |
| 99º | 29 | Iraque |
| 100º | 26 | Síria |
| 101º | 23 | Afeganistão |

