O que define um hotel 5 estrelas? Entenda os critérios pelo mundo e no Brasil
Não existe um padrão internacional único que defina as categorias da hotelaria. Enquanto a Europa e o Japão possuem regulamentações padronizadas por governos ou associações para garantir o luxo e a hospitalidade, os Estados Unidos dependem de avaliações de instituições privadas. No Brasil, o sistema oficial encontra-se inativo desde 2016, fazendo com que as estrelas exibidas atualmente reflitam, na prática, as notas e opiniões dos próprios hóspedes na internet

A classificação por estrelas é o principal guia para os viajantes na hora de escolher uma hospedagem, mas a realidade é que não existe um critério global definitivo. O que garante o cobiçado status de “5 estrelas” varia drasticamente de acordo com o país. Termos comerciais como “Deluxe” ou “Luxury” são meramente subjetivos, mas as verdadeiras estrelas demandam rigorosos padrões, evoluindo de uma hospedagem básica (1 estrela) para um luxo supremo com hospitalidade de alto padrão e atendimento personalizado (5 estrelas).
A padronização internacional Em diferentes partes do mundo, a avaliação segue métodos distintos para atestar a excelência e o requinte de um hotel:
A Europa conta com a Hotelstars Union, que exige que os estabelecimentos 5 estrelas ofereçam recepção 24 horas, manobrista, concierge, roupão e serviço de abertura de cama. A França possui até a categoria “Palace”, que está um nível acima das 5 estrelas tradicionais.
No Japão, o sistema governamental foca fortemente no omotenashi, a tradicional hospitalidade japonesa, exigindo atenção meticulosa aos detalhes.
Nos Estados Unidos, o mercado é regulado por sistemas privados, como o Forbes Travel Guide (criador do formato de estrelas em 1958) e a AAA, que utiliza um rigoroso sistema de diamantes, no qual apenas 0,3% dos hotéis avaliados atingem a pontuação máxima.
A situação no Brasil No território brasileiro, o cenário das classificações é considerado nebuloso. Em 2011, o Ministério do Turismo lançou o SBClass (Sistema Brasileiro de Classificação de Meios de Hospedagem) com requisitos muito específicos. Para ser classificado como 5 estrelas no país, um hotel precisava cumprir uma longa lista de exigências, incluindo:
Recepção 24h, manobrista, restaurante à la carte e salão de eventos.
Serviço de concierge e cardápio com comidas vegetarianas e dietas especiais.
Pelo menos seis serviços extras, como salão de beleza, farmácia e baby sitter.
O poder da internet e das avaliações Apesar da estrutura criada pelo SBClass, a adesão sempre foi voluntária. O programa perdeu força com o tempo e os certificados deixaram de ser emitidos em 2016. Na teoria, nenhum hotel brasileiro possui estrelas oficiais do governo atualmente. Com o avanço da internet, a bússola dos viajantes passou a ser as médias agregadas em sites de reserva. Hoje, são as avaliações e as experiências reais dos hóspedes que orientam o mercado e definem o real prestígio de uma hospedagem.

