Operação Alquimia mira esquema ilegal de anabolizantes no Paraná e prende suspeitos
De acordo com o Gaeco, o grupo criava uma marca falsa para enganar consumidores

O Ministério Público do Paraná, por meio do Gaeco de Maringá, deflagrou na manhã desta quarta-feira (15) a Operação Alquimia. A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de fabricar, adulterar e vender anabolizantes de forma ilegal, além de praticar lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, o grupo atuava há cerca de cinco anos e teria movimentado aproximadamente R$ 2,5 milhões por ano. As ordens judiciais, expedidas pela Justiça, incluem 16 mandados de busca e apreensão em residências e comércios, além de nove buscas pessoais e a prisão temporária de dois suspeitos apontados como líderes do esquema.
Até o momento, dez pessoas foram presas, sendo duas temporariamente e oito em flagrante. Também foram apreendidas grandes quantidades de anabolizantes e uma estufa de maconha. A Justiça ainda determinou o bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 12 milhões, além do sequestro de veículos de luxo. De acordo com o Gaeco, o grupo criava uma marca falsa para enganar consumidores. Para dar aparência de produto importado, utilizava rótulos e embalagens sofisticadas, simulando origem europeia. Na prática, os anabolizantes eram produzidos de forma improvisada, em locais sem condições de higiene, como cozinhas domésticas, com uso de óleos comuns e métodos inadequados.
A distribuição dos produtos ocorria em várias cidades do estado, como Londrina, Arapongas, Cambé e Santo Antônio da Platina. Os itens eram vendidos principalmente para frequentadores de academias e praticantes de artes marciais, além de serem usados em clínicas estéticas, o que representa risco à saúde. A operação contou com apoio da Vigilância Sanitária e de cerca de 70 policiais. As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema. Com informações: MPPR

