Operação da Polícia Federal contra abuso sexual infantil cumpre mandado na zona oeste de Londrina
Investigado por pornografia infantojuvenil pela internet teve computadores e celulares apreendidos no Jardim Bandeirantes; suspeito não foi localizado e é considerado foragido.

Uma ação deflagrada pela Polícia Federal mobilizou agentes na manhã desta sexta-feira (16) para o cumprimento de uma ordem judicial de busca e apreensão na zona oeste de Londrina. A ofensiva policial teve como alvo a residência de um homem investigado pelos crimes de abuso sexual e pornografia infantojuvenil praticados em ambientes virtuais.
A diligência foi realizada em um imóvel situado no Jardim Bandeirantes. Durante a vistoria no local, os policiais federais recolheram e apreenderam computadores, telefones celulares e dispositivos digitais que passarão por perícia técnica.
Apesar do cumprimento do mandado no endereço residencial, o investigado não se encontrava no local no momento da chegada das equipes. Diante da ausência do morador, as autoridades policiais o declararam formalmente como foragido da Justiça.
A ação deflagrada nesta sexta-feira é parte integrante da Operação Anjos da Guarda, uma mobilização contínua desenvolvida pela Polícia Federal ao longo do ano. O objetivo central do programa é combater severamente a produção, o armazenamento e a circulação de conteúdos de exploração sexual contra crianças e adolescentes.
A Delegacia da Polícia Federal em Londrina possui um setor especializado no enfrentamento a esse tipo de criminalidade cibernética. A estrutura conta com investigadores treinados para rastrear a pegada digital e identificar o compartilhamento ilícito de material abusivo na rede.
O trabalho permanente de inteligência tem gerado resultados expressivos na região norte do Estado. Nos últimos meses, pelo menos quatro homens foram presos em flagrante no âmbito das ações desdobradas pela Operação Anjos da Guarda.
Entre os casos recentes de repercussão na cidade, destaca-se a prisão de um técnico de manutenção de equipamentos de 38 anos ocorrida no mês passado. Na ocasião, os agentes encontraram diversos arquivos contendo pornografia infantojuvenil armazenados nos dispositivos eletrônicos localizados em sua casa, em Londrina.
A legislação brasileira prevê punições rigorosas para quem se envolve nessas práticas criminosas no ambiente virtual ou físico. A Polícia Federal reforça que as condutas de adquirir, possuir ou armazenar fotos, vídeos ou gravações de abuso sexual infantil configuram crime grave.
As infrações previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para o armazenamento e posse desses materiais preveem penas de reclusão que variam de 1 a 4 anos, além da aplicação de multa.
As investigações prosseguem sob sigilo para localizar o paradeiro do foragido e extrair os dados periciais dos equipamentos apreendidos, buscando identificar eventuais redes de compartilhamento ligadas ao suspeito.
Com informações da Polícia Federal