Operação do governo apreende mais de 80 toneladas de café adulterado e interdita 19 indústrias
Ação conjunta combateu o avanço dos "cafés fake" em seis unidades da federação; produtos apresentavam excesso de impurezas e misturas não autorizadas

Uma força-tarefa coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) resultou na apreensão de 5.944 quilos de café torrado e moído adulterado, além de 76.070 quilos de matéria-prima irregular. A ofensiva nacional ocorreu entre os dias 25 e 28 de maio com o objetivo de combater a fabricação e a venda dos chamados “cafés fake”. Ao todo, foram realizadas 84 inspeções em indústrias e comércios no Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e no Distrito Federal, culminando na interdição de 19 estabelecimentos que operavam em desacordo com as normas vigentes.
A fiscalização foi motivada por denúncias e contou com o apoio técnico e operacional da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), de Procons estaduais e municipais, além da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). O alvo principal foram produtos vendidos como café puro, mas que continham excesso de resíduos ou ingredientes proibidos adicionados para inflar artificialmente o peso das embalagens. O Mapa enfatizou que as fraudes detectadas configuram episódios isolados e não refletem o padrão de qualidade da maior parte da produção cafeeira do país.
O avanço desse tipo de falsificação no mercado nacional tem sido impulsionado pela recente escalada no preço do grão, que leva golpistas a baratearem os custos de produção de forma ilícita. De acordo com os órgãos de defesa do consumidor, a prática lesa o cidadão e gera uma concorrência desleal com as marcas que cumprem rigorosamente os padrões de classificação, rotulagem e sanidade. Os estabelecimentos autuados responderão a processos administrativos que preveem multas e a destruição do material recolhido.
Para evitar prejuízos, as autoridades e entidades do setor recomendam que o consumidor desconfie de ofertas com valores muito abaixo da média de mercado e observe atentamente os rótulos. Termos como “pó sabor café” ou “bebida à base de café” sinalizam que o item não é composto integralmente pelo grão. Outra orientação essencial é buscar por selos de pureza impressos na embalagem, como a certificação da Abic, que disponibiliza o aplicativo gratuito ABICafé para checagem rápida da procedência do produto via código de barras ou QR Code.
Com informações da CNN Brasil

