Operação Fortuna Sombria investiga esquema milionário de estelionato em Londrina
A estimativa é de que o esquema esteja em funcionamento desde 2020 ou 2021 e que, nos últimos seis anos, tenha movimentado milhões de reais

A Polícia Civil realizou, na manhã desta terça-feira (3), uma operação denominada Operação Fortuna Sombria, com o objetivo de desarticular um esquema de estelionato que vinha sendo investigado há vários anos em Londrina e região. De acordo com o delegado da Polícia Civil, Edgar Soriani, as investigações apontam que os suspeitos utilizavam pessoas em situação de rua e usuários de drogas como “laranjas”. Essas pessoas tinham seus dados comprados por valores muito baixos e eram levadas até agências bancárias para abertura de contas, solicitação de empréstimos, cartões de crédito e limites de cheque especial.
Segundo a polícia, o grupo movimentava grandes quantias de dinheiro entre essas contas, o que fazia com que os limites bancários aumentassem constantemente. A estimativa é de que o esquema esteja em funcionamento desde 2020 ou 2021 e que, nos últimos seis anos, tenha movimentado milhões de reais. Ao todo, cinco pessoas são investigadas, entre elas dois comerciantes de Londrina — um casal, sendo ele proprietário de uma loja de motos e ela dona de uma loja de importados — além de três funcionários, que tiveram mandados de prisão expedidos.
Durante a operação, os policiais apreenderam cerca de 20 mil reais em dinheiro vivo, uma caminhonete, quase 40 celulares, além de outros materiais que ajudarão na investigação. Ainda conforme o delegado, foi identificado a abertura de mais de 100 contas bancárias em nomes de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Além disso, a polícia civil apura a compra ilegal de dados pessoais pela internet, pertencentes a pessoas que só perceberam o golpe após terem seus nomes utilizados de forma indevida.
A polícia também investiga um patrimônio considerado incompatível com a renda declarada pelos suspeitos. Entre os bens estão duas mansões de alto padrão, localizadas no município de Sertaneja, avaliadas em valores milionários. A principal investigada, segundo a Polícia Civil, já havia sido presa anteriormente pela Delegacia de Estelionatos ao tentar abrir contas bancárias com documentos falsos. As investigações continuam e a Polícia Civil segue apurando o valor total movimentado pelo grupo, além de possíveis novos envolvidos no esquema.

