Operação investiga esquema de loteamento clandestino em Ibiporã

Operação Miragem investiga suposta organização criminosa ligada à venda irregular de lotes, lavagem de dinheiro, destruição de provas e ameaças contra autoridades

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Foto: Reprodução

Começou na manhã desta terça-feira (02) a segunda fase da Operação Miragem, uma operação deflagrada pelo Ministério Público do Paraná que investiga a atuação de uma suposta organização criminosa ligada à exploração de loteamentos clandestinos em Ibiporã, no Paraná.

A ação foi conduzida pelo Núcleo Regional de Londrina do Gaeco, em conjunto com a 1ª Promotoria de Justiça de Ibiporã. Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e busca pessoal.

As investigações apuram crimes como parcelamento irregular do solo, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, fraude processual, além de ameaças e intimidações contra autoridades públicas e agentes de fiscalização.

Segundo o MPPR, um dos principais investigados seria responsável por liderar a implantação e comercialização do loteamento clandestino Recanto Água Bonita, localizado em área rural de Ibiporã. O empreendimento teria 68.100 metros quadrados, divididos irregularmente em 62 lotes de aproximadamente mil metros quadrados cada. Os terrenos teriam sido vendidos sem licença ambiental ou autorização urbanística.

Outro investigado é apontado como responsável pelo loteamento clandestino Recanto dos Sonhos, também em área rural do município. O local teria cerca de 36.300 metros quadrados, subdivididos em 23 lotes comercializados de forma irregular.

De acordo com o Ministério Público, mesmo após decisão judicial que determinava a paralisação imediata das atividades e a apresentação dos contratos dos compradores, os investigados teriam ocultado e destruído provas.

O Gaeco também investiga um possível esquema de lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público, mesmo proibidos judicialmente de receber valores referentes aos lotes, os suspeitos teriam continuado a cobrar parcelas das vítimas.

Para tentar driblar bloqueios judiciais, o grupo teria criado uma empresa de fachada em nome da irmã de um dos líderes do esquema. Os compradores eram orientados a fazer pagamentos via Pix para contas vinculadas à empresa e também para o escritório de advocacia de uma investigada.

A Justiça determinou o bloqueio de valores, investimentos, aplicações financeiras e bens móveis e imóveis ligados aos investigados até o montante de R$ 3,5 milhões. Segundo o Ministério Público, a medida busca garantir eventual ressarcimento às famílias lesadas, além do pagamento de multas e custas processuais.

As investigações seguem em andamento.

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