Pai e filho são presos em Londrina por envolvimento em esquema de golpes virtuais
As investigações, que duraram cerca de um ano a um ano e meio, apontam que a organização movimentou mais de R$ 9 milhões por meio das práticas criminosas.

Uma operação de grande escala da Polícia Civil de Minas Gerais atingiu o Norte do Paraná na manhã desta quarta-feira (25). Batizada de Operação Couraça, a ação cumpriu ordens judiciais em Londrina contra uma organização criminosa especializada em estelionato e lavagem de dinheiro, com atuação em seis estados brasileiros. Em Londrina, pai e filho foram presos no início da manhã, em uma residência no Conjunto Alexandre Urbanas, na zona leste da cidade. Segundo as investigações, a dupla seria responsável por “alugar” as próprias contas bancárias para receber valores obtidos por meio de golpes aplicados em vítimas de várias partes do país.
De acordo com a polícia, uma das principais modalidades envolvia o falso resgate de pontos de cartão de crédito. Os criminosos enviavam mensagens para as vítimas com links fraudulentos, informando que seria necessário pagar determinado valor para resgatar pontos acumulados. Ao clicar no link, a vítima acabava permitindo o acesso dos golpistas ao celular. Com isso, os suspeitos conseguiam obter dados pessoais e realizar movimentações financeiras indevidas. O dinheiro era então transferido para contas ligadas aos investigados, entre elas as de pai e filho presos em Londrina. Durante a manhã, a polícia ainda procurava outros dois alvos na cidade. Um deles foi localizado e preso no município de Jaguapitã. Um quarto suspeito segue foragido. A operação ocorreu simultaneamente no Paraná e em outros estados, como São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, o grupo utilizava contas bancárias de terceiros para receber valores de diferentes tipos de fraude, como falso boleto, anúncio clonado e golpe das milhas, que envolve a negociação irregular de pontos de programas de fidelidade. As investigações, que duraram cerca de um ano a um ano e meio, apontam que a organização movimentou mais de R$ 9 milhões por meio das práticas criminosas. Os presos devem responder por estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

