Paraná inicia uso do exame DNA-HPV na rede pública para ampliar prevenção ao câncer de colo do útero

Tecnologia desenvolvida no Estado permite detecção precoce do vírus e deve substituir gradualmente o Papanicolau no

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Foto: Geraldo Bubniak / AEN

Com estimativa de 790 novos casos por ano no Paraná, o câncer de colo do útero tem como principal causa o HPV (Papilomavírus Humano). Para reforçar o combate à doença, o Estado passou a integrar a fase inicial de implantação do exame DNA-HPV na rede pública de saúde. O Paraná é um dos 12 estados selecionados pelo Ministério da Saúde para a implementação da tecnologia, desenvolvida pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), em parceria entre a Fiocruz e o Governo do Estado.

Diferente do exame de Papanicolau, que identifica alterações nas células já provocadas pelo vírus, o DNA-HPV detecta diretamente o material genético dos tipos oncogênicos do HPV antes mesmo do surgimento de lesões. Na primeira fase, 235 pessoas realizaram o teste em Unidades Básicas de Saúde de Rio Branco do Sul e Curitiba. Cerca de 10% tiveram resultado positivo e foram encaminhadas para exames complementares. A substituição gradual do Papanicolau começou em outubro de 2025 e deve alcançar toda a rede até o fim de 2026.

O novo método também permite ampliar o intervalo entre os exames para até cinco anos. O público-alvo inclui mulheres cisgênero e pessoas com útero, entre 25 e 64 anos, com histórico de atividade sexual. Além do rastreio, a vacinação segue como principal estratégia preventiva. Em 2025, o Paraná atingiu cobertura de 98,76% entre meninas e 91,25% entre meninos de 9 a 14 anos, superando a meta nacional. Jovens de 15 a 19 anos ainda podem se vacinar na etapa de resgate até junho de 2026.

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Redação Paiquerê FM News

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