Paraná lidera produção nacional de pescados e reforça cuidados com a piscicultura no verão
Estado é o maior produtor de peixes cultivados do país, com VBP de R$ 1,99 bilhão, segundo o

Com um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 1,99 bilhão, o Paraná é o maior produtor nacional de pescados cultivados, tendo a tilápia como principal espécie criada nos tanques. O Estado aparece à frente do Ceará e do Rio Grande do Norte, de acordo com dados da Pesquisa da Pecuária Municipal 2024, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para manter os níveis de produção durante o verão, marcado por altas temperaturas, técnicos alertam que o manejo inadequado pode comprometer o ganho de peso dos peixes e até causar mortalidade.
Na região de Toledo, um dos principais polos da piscicultura paranaense, extensionistas do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) orientam os produtores a monitorar com frequência a temperatura e o nível de oxigênio nos viveiros. Segundo o veterinário Gelson Hein, a faixa ideal para o desenvolvimento dos peixes varia entre 24 °C e 30 °C. Acima disso, especialmente com alta densidade de animais nos tanques, o risco aumenta, exigindo atenção redobrada à oxigenação da água.
Além do controle térmico, o IDR-Paraná recomenda ajustes na aeração e na oferta de ração, evitando excessos que possam degradar a qualidade da água. O ideal é manter níveis de oxigênio entre 4 e 5 mg por litro, com aeradores funcionando continuamente quando a biomassa é elevada. Outros parâmetros, como pH, amônia e transparência da água, também influenciam o ciclo de engorda, que gira em torno de 210 dias. Melhorias estruturais, como tanques mais profundos, têm contribuído para ambientes mais estáveis e maior produtividade na piscicultura estadual.

