Saúde mantém orientações e alerta para prevenção de acidentes com escorpiões no Paraná

No ano passado, o Estado contabilizou 8.117 ocorrências, um aumento de 24,4% em relação a 2024, que registrou 6.523 casos. Já em janeiro de 2025 houve redução de cerca de 19% em comparação ao ano anterior – de 707 notificações para 571. Apesar das oscilações, o Estado mantém acompanhamento contínuo das notificações e as ações junto aos municípios

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Em caso de acidente, a orientação é procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima. Não é recomendado realizar procedimentos caseiros. Foto: SESA

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa-PR) mantém a vigilância permanente em relação aos escorpiões. Neste período propício para viagens e atividades ao ar livre, como trilhas, parques, circulação em quintais, jardins e espaços externos, é crucial manter a atenção e adotar medidas preventivas. No ano passado, o Estado contabilizou 8.117 ocorrências, um aumento de 24,4% em relação a 2024, que registrou 6.523 casos. Já em janeiro de 2025 houve redução de cerca de 19% no número de acidentes em comparação ao ano anterior – de 707 notificações para 571. Apesar das oscilações, o Estado mantém acompanhamento contínuo das notificações e as ações junto aos municípios para evitar acidentes.

Os escorpiões buscam abrigo em locais escuros e úmidos, como entulhos, redes de esgoto, terrenos baldios e áreas com acúmulo de lixo. Eles se alimentam de insetos, aranhas e outros invertebrados. Entre as espécies identificadas no Estado, destaca-se o Tityus serrulatus (escorpião-amarelo), considerado o de maior relevância médica no Brasil devido à toxicidade do veneno. A atuação envolve vigilância permanente e análise técnica das ocorrências, com monitoramento sistemático das notificações e suporte especializado aos municípios para ações de controle. Além disso, em 2025, mais de 22 mil escorpiões capturados foram encaminhados ao Laboratório de Taxonomia do Estado (Labtax) para identificação.

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, o enfrentamento exige atuação conjunta. “O controle dos escorpiões depende principalmente de ações ambientais e do envolvimento da população. A prevenção começa nos cuidados diários com o ambiente doméstico e urbano”, afirmou. As ações de vigilância são conduzidas pelas secretarias municipais de saúde, com o suporte das 22 Regionais de Saúde. Os escorpiões são capturados pela vigilância em saúde municipal por meio de busca ativa ou demanda espontânea da população, além daqueles causadores de acidentes levados ao serviço de saúde.

CAMPANHA – Em dezembro de 2025, a Sesa reforçou as ações de controle e prevenção dos acidentes com animais peçonhentos, principalmente escorpiões, chamando a atenção para o perigo do escorpião amarelo. A campanha começou com a distribuição de 300 mil folderes com as orientações para as regiões onde foram registrados mais casos. Um vídeo e um alerta em áudio com esclarecimentos e cuidados são veiculados nas TVs e rádios das regiões, além de campanhas nas redes sociais da Sesa.

PREVENÇÃO – Para reduzir o risco de acidentes com escorpiões e outros animais peçonhentos, a Sesa orienta a população a adotar uma série de medidas preventivas no ambiente doméstico e em áreas externas: – Não acumular entulhos, lixo, madeiras, telhas e materiais em desuso em quintais e terrenos; – Manter ralos internos e externos fechados ou protegidos com telas; – Vedar frestas em paredes, rodapés, portas e janelas; – Inspecionar e fechar aberturas em tubulações elétricas e hidráulicas; – Utilizar luvas e calçados fechados ao manusear materiais de construção, lenha ou ao fazer limpeza de áreas externas; – Sacudir roupas, calçados e roupas de cama antes de usar.

Em caso de acidente, a orientação é procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima. Não é recomendado realizar procedimentos caseiros. Sempre que possível levar o animal envolvido no acidente ou fotografar para auxiliar na identificação. Em caso de dúvidas e orientações, o contato pode ser pelos seguintes telefones: CIATox Paraná: 08000-410148; CIATox Londrina: (43) 3371-2244; CIATox Maringá: (44) 3011-9127; CIATox Cascavel: (45) 3321-5261. Com informações da AEN.

 

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Redação Paiquerê FM News

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